Revista Statto

PESSOAS ALTAMENTE SENSÍVEIS (PAS)

16/10/2021 às 11h16

A sensibilidade de cada um está ligada ao modo ser, pensar e processar as vivências. A sensibilidade pode estar alta quando reagimos de forma muito intensa a coisas simples do cotidiano. Porém, algumas pessoas tendem à, constantemente, viver deste modo, como emoções mais fortes, mais profundas. Pessoas altamente sensíveis (PAS), normalmente, têm este traço de personalidade: a sensibilidade excessiva.

Pessoas mais sensíveis costumam entrar mais facilmente na RED – Reação Emoção Desproporcional, reagindo de modo mais forte do que seria adequado e esperado. Quem entra na RED nem sempre responde apenas aos estímulos do presente, normalmente, tem como reação e resposta ao acúmulo de muitas emoções. As vivências do passado pesam no momento presente. Quem é altamente sensível está acumulado de emoções e tende a super reagir aos estímulos que, de algum modo, remetem a outras experiências já vividas. Quem nunca se pegou respondendo a algo de modo muito intenso? Todos nós, certo? E a única explicação razoável é quando nos damos conta de tantas outras vezes que já vivemos uma experiência parecida ou algo que nos levou a ter aquele mesmo estilo de emoção. E aí, parece que tudo fica acumulado: nossas emoções, nossa sensibilidade e nossas reações.  

Não é uma questão de ter ou não razão, mas a proporção que a coisa toma.

Quando alguém entra nesse ciclo de emoções e intensidade é comum sentir-se mais desprotegido, com a sensação de não ser suficientemente resistente aos problemas do dia a dia. Por exemplo, uma notícia ruim, seja na TV, no jornal ou nas redes sociais pode causar um alvoroço interno. O mesmo pode ocorrer quando PAS têm experiências complicadas ao longo do dia, podendo parecer mais aterrorizante do que o normal.

Pessoas altamente sensíveis respondem com empatia excessiva: sofrem junto com quem compartilha uma dor, um problema. A sensibilidade vai além do amor pelo outro, é uma dificuldade de entender seu espaço e do outro; ficando tudo misturado. É como se não houvesse uma “blindagem emocional”. Por exemplo, se alguém sofre perto de uma PAS, todos ficam em sofrimento. Em muitos momentos, ter emoções intensas de sensibilidade envolve acessar as próprias emoções do agora, do passado, a fantasia do futuro e também o se misturar nas emoções dos demais à volta.

Ser sensível em excesso não é fraqueza, longe disso. PAS suportam o “insuportável”. Quem pensa que PAS sofrem por frescura ou mesmo por bobagem tem uma falsa percepção de si ou dos demais sobre o tema. É errôneo associar sensibilidade à fraqueza. A sensibilidade em excesso tem a ver o traço de personalidade ligado a intensidade; com várias outras características emocionais, o processo de lidar com as próprias emoções, suas intensidades e o modo de envolvimento com as pessoas e com as situações que definem melhor as PAS. 

Quem é sensível costuma pensar de maneira muito intensa, profunda, com atenção plena aos detalhes da vida, aos problemas, também sobre si mesmo e sobre os demais. Este modo de pensar profundo (o oposto da leveza) traz consequências na interpretação da vida e do viver. Por pensar de modo muito intenso as PAS reagem intensamente, pois sentem na profundidade, no âmago da coisa. Ou seja, as emoções são fortes, profundas e marcantes para as PAS. Se alguém reage de modo desproporcional em decorrência de uma análise profunda, é possível não estar correto na sua percepção. Mas no momento de sentir, as emoções são mais fortes que a lógica e a razão. As vivências das PAS são marcantes, e em consequência, as memórias são recheadas de intensidade. O que pode contribuir para a percepção das PAS em ter dificuldade para lidar com o mundo à sua volta, pois tudo parece ser recheado de tantos excessos. Perceber as indiretas, as sutilezas, os detalhes dos gestos, da fala, do tom, do modo do outro ser, pode ser realmente cansativo.

Todas as vezes que percebemos algo no outro pode ser nossa sensibilidade, mas também nossa fantasia.

Mudar é possível para todos. Para as PAS a melhor maneira de mudar e melhorar o lidar com as próprias emoções é:

  • Aceitar a hipersensibilidade;
  • Reconhecer a própria força e intensidade;
  • Criar meios de autoproteção saudável (sem enfrentamento de descontroles emocionais e sem evitamento constante de pessoas ou lugar).

Durante o processo de psicoterapia é possível entender a história de vida de cada um, as experiências mais marcantes, o estilo de pensar (o modo operante de raciocínio) e as razões para as respostas intensas e desproporcionais.

Quando somos convidados a pensar sobre o modo que pensamos temos um caminho aberto de mudança e crescimento pessoal.

Sucesso naquilo que busca e até breve!

Fonte: Minha Vida

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