Revista Statto

PODEMOS NOS TORNAR PESSOAS MELHORES, INFINITAMENTE MELHORES.

16/03/2020 às 08h43

Nunca é tarde para aprender, para ter novas experiências. Porque o aprendizado é infinito, assim como o universo.

Somos todos aprendizes nesse planeta chamado Terra. Todos nós temos qualidades e defeitos. Que me desculpem os que se consideram seres superiores, mas não existe ninguém perfeito. Por isso não temos moral para cobrar perfeição no outro e nem uma idealização. E se for para idealizar alguém, que esse alguém seja nós mesmos, através do esforço diário que fazemos para controlar nossas más tendências.

A psicologia diz que o que nos incomoda nos outros pode ter relação com uma característica que nós também possuímos, mas não aceitamos e, muitas vezes, nem enxergamos. O que não tem a ver com nossas dificuldades não incomoda, por isso nem percebemos.

Projetamos no outro aquilo que está em nós. Por isso “ao falarmos dos outros, revelamos muito sobre nós mesmos.”

O “não aceitar o outro como ele é” muitas vezes está relacionado à falta de autoconhecimento e autoaceitação. Por isso a grande importância de educar as crianças para se aceitarem exatamente como são e não se tornarem adultos doentes psicologicamente, que querem controlar no outro o que não conseguem controlar em si mesmas. Um mundo com mais educação e autoaceitação forma pessoas do bem, confortáveis e felizes consigo mesmas, ao invés de revoltadas pela ignorância. O que salva é o autoconhecimento.

Por conta da mania de idealizar no outro o que não conseguimos ser ou fazer, muitos pais têm uma certa tendência a considerar seus filhos seres especiais. Vivemos na era das crianças índigos e cristais, por exemplo. Então a criança cresce com aquela cobrança indireta que precisa ser perfeita porque é especial. Que precisa ser melhor e mais inteligente do que todos ao seu redor. Ela cresce com medo de errar, de contrariar seus afetos. Se torna sistemática e se cobra em demasia. E essa criança quando se torna adulta pode acabar atraindo namorados que também a idealizam, assim como seus pais. Talvez por isso hoje vivemos uma epidemia de depressão e ansiedade generalizada. Além de carregarmos essa doença no DNA, também somos a frustação do outro refletida em nós mesmos. Portanto, pais deixem seus filhos serem crianças e adolescentes normais, por favor! Não cobre demais deles. São seres humanos que também possuem defeitos como vocês. E eles precisam saber que cometer um erro não os tornam menos especiais para vocês, mesmo que os decepcionem. Mesmo que mostrem um lado que vocês não gostariam que existisse. Lembrem-se que eles não são suas idealizações porque idealizações não existem! São apenas fantasias que criamos. Não cobre para que trilhem um caminho, profissional por exemplo, que vocês não conseguiram trilhar porque eles não são uma extensão de vocês! São pessoas com seus próprios sonhos e personalidade. Precisamos “acordar” para a realidade do autoconhecimento para que possamos realmente conhecer nossos afetos, sem os rótulos de seres especiais que costumamos colocar. Isso é um peso muito grande que a maioria dos jovens, e até adultos, costumam carregar.

A felicidade e aceitação de cada um com relação ao que realmente são é o ponto de partida para um mundo melhor e mais evoluído. Tudo começa de dentro para fora. Viva o conhecimento, nossa mais potente arma contra o que chamamos de mal. Porque o que importa é a consciência de que podemos e devemos nos tornar pessoas melhores, infinitamente melhores.

Como disse o grande mestre Jesus: “…podeis fazer tudo o que faço e muito mais”

Na melhor das hipóteses eu sou a sucessão de erros tentando acertar. Então, não procure perfeição em mim. Não me faça cobranças. Se há algo a olhar, as cicatrizes representam as minhas sinceras tentativas para tornar-me melhor.” Ita Portugal

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Priscila Mattos

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