Revista Statto

SETEMBRO AMARELO: O SUICÍDIO PRECISA SER DEBATIDO, POIS É NO SILÊNCIO QUE ELE CRESCE.

02/09/2019 às 11h23

Desde 2015, o mês de setembro ganhou maior visibilidade com a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. A iniciativa foi do CVV (Centro de Valorização da Vida) juntamente com a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), que se deu devido a grande necessidade de falar sobre esse assunto e o grande aumento de casos no Brasil e no mundo.

O suicídio ainda é um tabu em nossa sociedade, uma vez que a maioria da população possui dificuldade em identificar os sinais e auxiliar quem necessita de ajuda. Por esse motivo, faz-se necessário ampliar cada vez mais as campanhas relacionadas a esse assunto, realizando atividades como caminhadas, palestras, pontos turísticos e edifícios públicos iluminados, distribuição de folhetos, etc.

O cansaço psicológico não é fácil pra quem sente. E mais difícil ainda é conseguir fazer com que os outros entendam o que se passa em uma mente turbulenta. Frequentemente escuto pessoas dizerem que pensam em desistir de suas vidas, pois já não acham um motivo de felicidade pra continuar. Viver se tornou um peso, uma obrigação, uma exaustão, uma farsa. Na maioria dos casos o sofrimento se dá em silencio, onde ninguém desconfia que por trás do de um sorriso exista apenas uma angústia incessante.

Como estratégias para a prevenção é necessário aumentar o esclarecimento da população sobre os transtornos mentais, oferecer esperança e escuta a quem necessita, assim como, conversar calmamente sobre o assunto, de forma que o outro se sinta acolhido e não julgado. Também se faz importante recomendar a busca da ajuda de um profissional da saúde mental, bem como psicólogo ou psiquiatra. O CVV está disponível 24 horas por dia, no número 188, visando auxiliar quem está em um momento de sofrimento.

“A melhor forma de entender o suicídio não é estudando o cérebro, e sim, as emoções. As perguntas a fazer são: ‘onde dói’? e ‘como posso ajudá-lo?’” (Edwin Schneidman). Buscar ou oferecer ajuda é de suma importância, para que cada vez mais os índices de suicídio diminuam e aquele que está desesperançoso reencontre seus motivos para ficar.

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