Revista Statto

A HIPOCRISIA E O EVANGELHO

12/07/2021 às 09h08

Eu quero te ajudar a entender o porquê o evangélico é tão hipócrita quanto não deveria ser e para começar a compreender a magnitude disso precisamos, primeiramente, observar como se dá a crença e os dogmas dessa estranha religião.

Primeiramente, o evangélico é, nada mais, nada menos, do que um cristão revoltado, pois sua crença deriva de sua fé em Cristo, mas não só isso. Também no fato de que a Igreja católica primeva, havia se distanciado muito do que realmente preconizava o real evangelho.

O cristianismo possui três principais vertentes doutrinárias, sendo elas o catolicismo, o cristianismo ortodoxo e o próprio Protestantismo, que deriva da reforma do modo de interpretação dos dogmas cristãos promovidos por Martinho Lutero, durante o século XVI.

Martinho Lutero buscou, durante o seu processo de reformulação da doutrina cristã, se aproximar ao máximo do que o cristianismo preconizava como aspectos fundamentais da religião, motivo principal pelo qual é mais fácil encontrar um evangélico fundamentalista do que um católico.

O fundamentalismo é extremamente perigoso, porquanto sempre descamba para a intolerância e autopromoção de si mesmo, como podemos ver através da interpretação que se faz do aspecto da salvação, aplicado dentro da doutrina protestante como uma dádiva supervalorizada, capaz de transformar o ser humano em um santo, ou seja, um santo é sempre melhor que um simples mortal.

Então, aquele evangélico que já bebeu, fumou, cheirou, transou, traiu, matou, roubou, fofocou, enganou, agrediu ou simplesmente praticou todas as coisas possíveis de serem consideradas pecados, automaticamente se torna digno de ser chamado de Herdeiro das principais e melhores promessas de Cristo, pelo simples fato de acreditar em algo dessa natureza.

Isso significa, meus caros, que aquele ser humano que antes era influenciado pelos amigos, pela mídia, pelas drogas, pela família, pelo emprego, pelos colegas de trabalho, pelo artista famoso, agora já não é mais influenciável simplesmente porque ele se julga o detentor de toda a verdade. Aliás, o detentor seria Deus, obviamente, mas ele se julga “A PESSOA SANTA” única capaz de saber o que Deus realmente planeja para si mesmo e para os outros nessa terra.

O Evangélico é o Olavo de Carvalho celestial, em suma.

Agora, ele é influenciado por um livro extremamente machista, opressor, aterrorizante, manipulador, de valores arcaicos promovidos há mais de 2000 anos atrás, através do qual cobras e jumentos falantes se tornam realidade e a homossexualidade, por exemplo, se torna abominável. Porém, não admite a realidade de que outros seres humanos possam ser influenciados por outras coisas, principiante quando estas se chocam com sua “verdade absoluta”, desconsiderando o aspecto antropológico básico de que, enquanto seres políticos e culturais, somos, o tempo inteiro, influenciadores e influenciados de uma vida normal e real.

Logo, aquele evangelho que buscavam interpretar da forma mais fidedigna aos mandamentos cristãos, se torna, na verdade, aquilo que buscavam refutar: uma série de dogmas preconceituosos utilizados unicamente para o controle de uma massa extremamente manipulável e medrosa para a instauração de um regime moral patriarcal absolutista, através do qual aquele que demonstrar a mais absoluta cegueira moral consequentemente será revestido do mais puro poder.

A demagogia é, na verdade, o escudo do egocentrismo evangélico!

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