Revista Statto

AQUILO QUE VOCÊ NUNCA VAI SER

15/04/2020 às 17h58

Desenhar é um ato incrível de criação. Faz parte do nosso desenvolvimento como pessoas e da rotina na infância.

Quem nunca teve a sua disposição lápis de diferentes cores e saiu traçando os contornos de uma pessoa ou de um castelo?

Assim como desenhamos em nossa infância – e esses desenhos podem ser estudados como projeções de sonhos, desejos e entendimentos de períodos de desenvolvimento de uma criança -podemos compreender que ao longo de nossas vidas, com nossas escolhas, vamos desenhando o nosso futuro.

Algumas pessoas desenham o seu futuro espelhando-se na vida de outras.

E convenhamos que vivemos em uma época na qual temos mídias sociais a nossa disposição que proporcionam comparações entre um “eu e um outro” constantemente.

Quem nunca suspirou com algum acontecimento da vida de algum artista, ou mesmo de um conhecido próximo que realizou ou viveu alguma conquista que sonhamos para nós?

As mídias sociais mexem com as pessoas e seus imaginários. Existem muitos estudos sobre isso, e o aplicativo Instagram modificou sua forma de exibir “curtidas” para evitar bullying e pressão social.

Assim sendo, essas mídias reforçam o ato de se sentir próximo e distante de alguém ao mesmo tempo.

E reforçam o ato de se sentir próximo e distante de si mesmo ao mesmo tempo.

Você sonha, você projeta, você deseja e você “põe em xeque” aquilo que você é e aquilo que você não é.

Às vezes, esse observar os contornos e desenhos de outras vidas parece uma atividade prazerosa, quando, na verdade, esconde dores e fugas de uma vida que não está tão bem, mas como é tão difícil olhar para ela (olhar para dentro), seu olhar vai para fora.

É a fuga de si ou de momentos de sua vida, imaginando e investindo tempo na vida do outro, construindo o desenho de um cenário no qual se compreende que ser o outro é mais interessante do que ser quem se é.

E nesse mundo de fantasias (não necessariamente irreais, mas fantasias para outros que não as vivem, pois não são a sua realidade) que está 24 horas por dia exposto ao nosso redor, o desejo por ser o outro e ter e a vida do outro aparece.

Seja o desejo por coisas, vivências, jeitos, habilidades, o desejo do externo existe como se lá estivesse a fórmula da felicidade. E ela simplesmente não está lá!

E é fato consolidado que você nunca será outra pessoa!

Você nunca terá a vida que outra pessoa teve e tem. Siga os passos (prática comum oferecida hoje em programas de emagrecimento, de negócios e de vida, como se a mesma fórmula servisse para todos: me questiono onde estão as particularidades de cada metabolismo, realidade, senso e valores levados em consideração?) E, às vezes, encontre vitórias e derrotas semelhantes, mas você nunca será igual a outra pessoa.

Por outro lado, busque o seu desenvolvimento pessoal, promova encontros consigo mesmo, aprenda a se aceitar e você estará no caminho para uma vida feliz!

Aprender a se aceitar é uma das coisas mais difíceis nessa vida, mas é o único caminho possível para uma vida feliz e com significado.

Contudo, aceitar-se só é possível quando você aprende a dizer não para ilusões do seu eu que foram alimentadas, muitas vezes, ao longo da sua vida. Ilusões que hoje, em meio a tudo aquilo que é incrível em nosso mundo, também encontram um terreno fértil para que o foco na aparência esteja maior do que o foco na essência. Enquanto a aparência nos rouba a realidade, a essência nos conecta a quem somos e a uma existência com sentido.

Por isso, para que possamos desenvolver nossa maturidade precisamos parar de traçar desenhos e contornos de ideias ou padrões de perfeição internos e externos: a vida é mais do que isso, e nós somos mais do que imagens.

Você simplesmente nasceu para ser você!

Conecte-se com sua história, ressignifique a vida que você já viveu e aprenda a dizer sim para quem você é!

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