Revista Statto

CORONAVÍRUS: AS REINVENÇÕES NASCEM DO CAOS

21/03/2020 às 10h21

Estamos vivendo um momento de profunda crise. Diante de um novo vírus, o qual ainda não conhecemos e, portanto, não sabemos exatamente como lidar com ele, o medo é uma reação inevitável e natural.

Há quem trate o Coronavírus como uma mera gripe. Ingenuidade? Não sei.  As pessoas idosas, cardíacas, diabéticas e com problemas respiratórios são as mais frágeis e que precisam tomar mais cuidado.  Quem convive com membros dos grupos de risco também precisarão ficar muito atentos.

Os hábitos de higiene devem ser dobrados, aglomerações evitadas sempre que possível.  Enfim, deve-se investir na prevenção, mas sem pânico. O mesmo medo que nos ajuda a sobreviver, que nos protege de situações de alto risco, quando se torna exagerado, nos paralisa, embota a capacidade de pensar e decidir com clareza.

Sabemos que o Coronavírus já está causando vários danos à economia, que daqui para frente nada será fácil. Imprevistos e mudanças de planos serão as palavras de ordem. A população mais pobre será como sempre a mais afetada.

Me preocupa também os danos emocionais proporcionados pelo novo vírus: a dificuldade para sobreviver, o isolamento social, o medo constante de uma possível contaminação agravará quadros de ansiedade, depressão e fobia. Pessoas propensas à conversão terão os sintomas da doença sem estarem realmente contaminadas.

Mas deixo aqui uma colocação que me parece importante: crises podem se transformar em oportunidades.

Chegou a hora de criarmos soluções que viabilizem a sobrevivência de todos, chegou a hora de usufruirmos das potencialidades que a tecnologia nos proporciona, de investirmos em produtos e modos de oferecer serviços que se adequem melhor ao momento atual, de aprendermos a simplificar a vida, de entendermos mais sobre a importância dos hábitos de higiene e acima de tudo, compreendermos que a mesma crise que leva ao desespero, pode levar também a aprendizados e reinvenções.

Como afirmou uma analisanda: “talvez, o novo vírus seja uma oportunidade para nos humanizarmos, para aprendermos a cuidar mais e melhor dos nossos idosos, para aprendermos a consumir com mais responsabilidade e a compartilhar”.

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