Revista Statto

EU APRENDI A ME LEVANTAR!

27/05/2020 às 23h04

Eu já cai muitos tombos, literalmente, de me estatelar no chão, em diversos lugares. Eu já cai em restaurantes, em festas lotadas de gente, no meio da rua, enfim. Não sei ao certo como acontece, sim acontece, porque eu ainda caio (hehe), falta de atenção, torso meu pé, o salto muito alto, pode ser tudo isso, às vezes me machuco um pouco, mas geralmente nada grave, ufa! E os tombos são tão rápidos, não dá para prevê-los, quando vejo já estou lá, “no chão”, mas tranquilo, eu não caio tanto assim. O fato é que algo me chama atenção em minha saga de tombos e isso quero refletir aqui: “Eu aprendi a me levantar”!

Depois de cada tombo eu me levantava com pose de pavão emplumado, continuava a caminhar elegantemente, sorrindo!

Quando caímos em lugares onde há muitas pessoas, geralmente ficamos envergonhados, dependendo do tombo até com vontade de sumir. Me lembro de uma vez que cai numa festa de empresa, cerca de quinhentas pessoas, e foi no meio do salão, simplesmente escorreguei e fui ao chão! Ou de outro momento que cai em um restaurante também lotado no horário do meio dia, “escorreguei em uma poça de sagu”! Pensei: Tanta gente passou por aqui e por que “eu” fui escorregar, por que não limparam a poça antes que eu caísse?  Cheguei à conclusão que o sagu estava ali, esperando por mim! Acham que ganhei a conta de graça, nada! Ganhei um copo de suco! Se um Paparazzi youtubeiro andasse atrás de mim teria muitos vídeos engraçados.

Bem, depois de cada tombo dolorido, desastroso e humilhante que levei, eu me levantava com pose de pavão emplumado, continuava a caminhar elegantemente, sorrindo ou rindo de mim mesma, olhando para todos ao meu redor e motivava o meu público – “se alguém quiser rir a hora é essa”! Afinal de contas quem nunca caiu um tombo na vida?

Então gente, é assim na vida, vamos cair e nem sempre iremos poder prever o tombo, em alguns casos será inevitável, quem sabe em outros até necessário. Por vezes iremos nos machucar um pouco, talvez muito, quem sabe ficará uma cicatriz. No entanto não ficaremos ao chão para sempre, não é possível, mesmo que quiséssemos ficar lá encolhidinhos por causa da dor ou da vergonha, alguém vai passar e causar uma reação em nós, nem sempre será de ajuda, pode ser apenas uma pergunta, uma mão estendida, o fato é que teremos que nos levantar, e de que forma?

“Posso até me atrasar um pouco, mas o tombo não mudará o meu objetivo”!

Eu prefiro me erguer mais forte, se o tombo foi causado por outros (como a poça de sagu que deixaram ali), se me empurraram, se muitos viram a minha queda e não puderam me ajudar ou não quiseram, não importa, ainda prefiro me erguer encarando tudo e todos com um sorriso nos lábios, de cabeça erguida sem desviar o olhar de onde quero ir!

Não mudo o meu passo querendo sair correndo de vergonha, nem corro para me esconder. Não fico reclamando do salto que quebrou, do joelho que lascou ou culpando aquele que me empurrou, posso até me atrasar um pouco, mas o tombo não mudará o meu objetivo!

As quedas na vida são inevitáveis, elas machucam, causam dor, tristeza, mágoa, solidão. Então já que não posso evitá-las, preciso aprender a superá-las, superar nem sempre é esquecer, superar é continuar de onde caímos, porém de pé e se possível for, melhores! Não somos super-heróis inabaláveis, indestrutíveis, mas somos fortes o bastante para nos levantarmos sempre e estar atento ao que está caído pelo caminho, pois talvez ele esteja esperando para provocarmos nele uma reação!

Lembre-se que: “temos duas mãos, uma para esticar e a outra para nos apoiar!

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