Revista Statto

NÃO PERCA A FÉ: MANTER A FÉ E A ESPERANÇA É PRESERVAR A CAPACIDADE DE RECONSTRUÇÃO

05/09/2021 às 12h07

No barulho das ondas das dificuldades da vida, muitos de nós temos a fé abalada, a fé em nós próprios, a fé em Deus, a fé no Universo, ou a fé no seu próprio sistema de crença. Nestas horas inevitavelmente, por mais que os momentos menos bons do passado estejam resolvidos, é como se tudo isso fizesse sombra de tristeza e contribuísse para o cansaço do momento. Então, é mesmo como se estivéssemos num grande tormento, onde tudo é questionável, onde o cansaço bate à porta, onde não sabemos para onde ir e o que fazer com tudo o que estamos a viver.

Mas se deixamos nos sucumbir a falta de fé, morre-se a esperança e um homem sem esperança é um homem sem movimento. Porque se deixar de lutar, se deixar de tentar reverter, se deixar de acreditar o que vai acontecer? Portanto, em hipótese alguma podemos deixar que a nossa fé deixe de existir, a fé em nós mesmos; a fé nos nossos movimentos de transformação; a fé na vida; a fé nos movimentos de cura; a fé na nossa sabedoria interna; a fé no nosso poço infinito de criatividade que inevitavelmente todos carregam, uns mais adormecidos outros menos.

A fé que os movimentos do Universo são sábios e que se convergem no mínimo para que tenhamos com tudo um grande aprendizado; a fé de que há um tempo e um momento para tudo, mas que para que a colheita aconteça é preciso acreditar, é preciso semeadura, é preciso realizar.

Parados não saímos do lugar. Parados pouco fazemos, pouco transformamos, pouco criamos. Sim, somos energia em movimento, somos ação em construção, somos força infinita, somos a vida a cada segundo em direção da nossa evolução. Somos uma máquina infinita de amor, que tudo pode, que tudo pode transformar, que tudo pode fazer acontecer, mas para isso, não podemos nunca perder a fé, não podemos nunca vestir a vestimenta de vítimas e ficarmos a acreditar que o que está a acontecer é algo que só acontece conosco, como se na nossa vida nada desse certo, como se fosse apenas construída de feridas.

Não, isso não é uma realidade, acontecimentos menos bons, provas e desafios, acontecem na vida de todos. No entanto, alguns não perdem a fé, não abraçam está triste vestimenta de vítima, abraçam a chama da esperança, a gratidão pela vida e seguem em construção, em movimentos de superação. E de repente sai do momento das dificuldades e novamente entra no momento da bonança, porque assim é construída a vida, de movimentos de vai em vem, de altos e baixos, e quanto maior a força do aprendizado, mais os baixos deixam de existir. Porque muitas vezes precisamos descer para aprender. E se já estamos muito aptos a fazer qualquer escalada com todos os aprendizados que já tivemos, então tudo vai entrando em sintonia, em paz, em harmonia, porque ao mostrarmos ao Universo que muito já se aprendeu, as provas do caminho inevitavelmente vão ficando mais leves.

Em outras palavras o que quero dizer é que a minha experiência de vida e clínica me fez ver que quanto mais rápido são os movimentos de aprendizado, quanto mais rápido se abandona a vestimenta da vitimização e assumimos o comando do remo da vida, menos dificuldades aparecem pelo caminho e mesmo se aparecerem já vão ser pressionadas de outra forma porque o aprendiz já não fica mergulhado na dor, já sabe ver com sabedoria, com gratidão pelo aprendizado, com amor pelo crescimento gerado. E tudo muda de sentido.

E neste sentido, para que tudo isso siga o seu ritmo de construção e de crescimento, o que não pode ocorrer é a perca da fé, principalmente em nós mesmos, quando perdemos a fé em nós mesmos desconfiguramos, paramos, sofremos, ficamos inertes frente às dificuldades. E aí como vamos poder mudar a realidade?

E o que fazer para não perder a fé em nós mesmos? Acreditar em primeiro lugar que não somos seres perfeitos, somos seres em evolução, em crescimento, em aprendizado, e não é porque tivemos uma ação menos assertiva, que somos menores, que somos culpados, que somos fracassados. Não, absolutamente não, somos seres em movimento e acertar é tão certo como errar, mas o importante é aprender, é não perder a fé, é continuar a querer crescer, a fazer diferente, a transformar. O importante é confiar em si mesmo e nos movimentos da vida, somos energia em movimento e é aonde colocamos as nossas crenças, a nossa vibração, que converge a nossa direção.

É preciso não acreditar que é menor do que ninguém, não acreditar que é frágil, vítima da vida, vítima da família, vítima do sistema. Não acreditar que a vida só foi dura a si, não acreditar que tudo de menos bom acontece.

Não acreditar que a vida é um mar de tristeza apenas, de provas e de dificuldades. Não impor crenças limitantes. E se por acaso tem pensamentos negativos e incapacitantes, crenças limitantes, sugiro que comece o processo de desconstrução. Olhe a frente do espelho. Afirme o seu nome para si mesmo e diga por exemplo: “Maria você nasceu para vencer”, Maria você tem muita fé, principalmente em si mesmo por isso vai mudar esta realidade”, “Maria tudo ficará bem”. Maria você é forte, valente, corajosa, criativa, tudo pode”. Maria ouça a sua alma, conecte-se consigo mesmo, logo a força da criatividade mudará esta realidade”. “Maria a mente é a cura, quando acreditamos em tudo podemos”, e assim sucessivamente, vá desconstruindo todas as suas crenças limitantes.

Porque aquele que não perde a fé em si mesmo, aquele que não se perde de si mesmo, aquele que encontra o seu verdadeiro caminho, é capaz de encontrar todos os caminhos no mundo!

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