Revista Statto

NÃO PODEMOS NOS TORNAR ADULTOS DEMAIS

20/04/2020 às 09h04

Não, nós não podemos nos tornar adultos demais;

Não podemos abafar a nossa essência, que é a pureza de coração;

Precisamos nos lembrar, sempre, da nossa criança;

Ela ainda vive em nosso interior, basta olharmos para dentro;

E reavivar a espontaneidade, a ingenuidade e a leveza que ela nos trás;

Se formos puramente adultos, não seremos felizes;

Se nos tornarmos tão somente pessoas responsáveis, corretas e sérias;

Sufocaremos a alegria de viver;

E a coisa toda não terá mais graça alguma.

Não podemos, definitivamente, ficar restritos aos “valores do mundo”;

Precisamos dar espaço, também, aos “valores da alma”;

Que estão intimamente ligados à nossa criança;

Pura, saudável, brincalhona;

E, sobretudo, confiante no processo da vida;

Ela não se preocupa com o que aconteceu;

Nem com o que está por vir;

Ela não fica pensando no que falta, nos perigos e nas mazelas do mundo;

Nem com o que os outros vão pensar;

Ela só quer aproveitar o momento ao máximo;

E realmente se divertir.

Já os adultos que esqueceram da sua criança são muito chatos;

Sem graça, metódicos, temerosos, materialistas e, muitas vezes, maliciosos;

Vivem correndo atrás de convenções sociais e culturais;

Que nem sequer entendem, ou questionam;

Eles não têm tempo para curtir e para saborear a vida;

Para sobrevivermos dignamente nesse mundão de Deus;

Precisamos manter, minimamente que seja, a expressão natural dos sentimentos;

A comunicação espontânea, a livre manifestação;

Precisamos, periodicamente, faxina o nosso coração;

Esvaziá-lo de todos os lixos emocionais acumulados;

Mandar embora as mágoas, as frustrações, as tristezas, as “adultices”;

Para sobrar lugar para a simplicidade,

Para podemos voltar a brincar;

E para termos uma emoção saudável, autêntica e leve;

Deixando a nossa alma se manifestar;

Em toda a sua grandeza;

Em toda a sua pureza;

E em toda a sua luz!

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