Revista Statto

O NORMAL PÓS-PANDEMIA

28/04/2020 às 13h45

Temos muito mais perguntas do que respostas e isso parece ser também algo muito novo, estamos acostumados a “saber” e ter respostas, mesmo do que não sabemos de fato. Entretanto, vivemos uma realidade em que nem a ciência tem as respostas que precisamos e isso é muito assustador. A pandemia provocou uma crise generalizada fomentando, inclusive, uma crise de significados.

Para manter o isolamento social estamos restringindo muitas coisas que eram absolutamente normais em nossas vidas. As consequências disso são igualmente inimagináveis. Podemos conjecturar e nos dedicar a passar por esse período de forma menos traumática, sem “receita de bolo” já que é exatamente isso que ninguém tem. Nesse sentido parei para refletir sobre as palavras de Luiz Felipe Pondé e baseado na sua entrevista na CNN no programa “Mundo Pós-Pandemia” procurei narrar o que considerei importante para vencermos esse momento que ele compara com a travessia de Moisés no deserto. Alguns pontos a serem considerados:

Solidariedade

Ao afirmar que “todos nós somos iguais perante o vírus” o filósofo e escritor me levou a pensar que a pandemia está fazendo muitos entenderem que a solidariedade não é apenas um sentimento, é sobretudo, uma atitude que visa não só o bem do outro, mas de todos, inclusive de quem pratica. É o redescobrir da solidariedade, um dos pilares da Cultura da Paz. “A economia e a vida caminham juntas”, não se pode exigir nada de quem não tem o mínimo.

Relacionamento

Em tempos de isolamento social a saída tem sido os encontros digitais. Mas conforme afirmou Pondé: “a vida é presencial”. Precisamos do contato físico, do abraço, do estar junto. Acho que haverá muitos reencontros felizes no pós-pandemia, muita alegria, mas, com o passar do tempo, isso também tende a se normalizar. Por isso é tempo de valorizar mais os familiares e amigos, os que se mantiveram conosco, mesmo à distância.

Luiz Felipe Pondê enumerou dicas básicas para manter a saúde mental nessa travessia. Tentarei expô-las o mais próximo do que ouvi:

Não queira ser controlado – a solução não está no outro, não queira que o outro resolva por você. Assuma a responsabilidade do que lhe compete e aja.

Cultive a coragem – Combata em você a percepção que o outro é um transmissor do vírus. Não deixe de dar bom dia, sorrir mesmo de máscaras. O convívio social diminui o medo. É preciso cultivar o mínimo de humanidade.

Não entre em pânico –  Cuidado com a paranoia, “o medo atraia a morte”. Todos os cuidados indicados pelos especialistas são importantes, mas não se esqueça da sua saúde mental.

Isso tudo vai passar e, gradualmente, tudo vai voltar ao normal. O que não podemos permitir, e nisso discordando do filósofo, é que essa travessia não provoque mudanças promissoras. Podemos e devemos criar um novo normal, mais significativo e próspero para as nossas vidas.

www.suelyburiasco.com.br

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