Revista Statto

O PREJUÍZO DE TENTAR VIVER O NOVO E O VELHO AO MESMO TEMPO

07/02/2020 às 18h14

“Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira parte do vestido, e fica maior a rotura”

Essas foram palavras de Jesus e gostaria de me ater exatamente a esse pensamento em sua essência para ilustrar o que, muitas vezes, tentamos fazer com a nossa vida. Há roupas, de tão gastas, que só servem para serem jogadas fora, mas, às vezes, insistimos em continuar fazendo remendos, talvez porque elas sejam nossa predileta ou foram presentes de alguém querido ou mesmo lembram um momento especial da nossa história. Não desmerecendo essas justificativas, mas nenhuma delas é capaz de tornar o tecido novo e preparado para ser costurado com um pano novo. Logo, a intenção não vai superar o esforço em vão. Tudo vai se desgastar, e o último estágio do vestido ficará pior, talvez inviabilizando o seu uso.

Trazendo para as nossas vidas, muitas vezes, nos apegamos a pessoas e a coisas de um passado que já está desgastado, que o tempo já se encarregou de deixá-lo sem estrutura para suportar qualquer ajuste, qualquer encaixe e qualquer adaptação com o presente. Mas insistimos porque, de alguma maneira, fomos envolvidos por sentimentos que nos fazem acreditar que ainda vale a pena. Porém, o perigo de comprometermos até o nosso presente, quando olhamos demais para trás, é iminente e real, igual a situação do tecido exemplificada por Jesus.

Fugimos de um presente intacto, pronto a ser vivido em sua plenitude, nos escondendo em histórias que nunca mais se repetirão, por melhores que elas tenham sido um dia. As pessoas mudam, as circunstâncias mudam, nós também mudamos. Por que insistir em carregar pedaços do passado e costurá-los com a vida presente, se o que pode acontecer é o “rombo” se avolumar, nos deixando sem o passado e colocando o presente em jogo? Há coisas novas a serem entregues em nossas mãos, mas perdemos tanto tempo segurando as coisas antigas, nos apegando a elas e renovando, insistentemente, sua data de validade, que não enxergamos algo completo que está a nossa frente, com cheiro de novidade do céu, com um pacote de novas experiências, novos sentimentos, novas expectativas e melhores resultados nunca experimentados antes. O medo do “novo” nos faz, muitas vezes, desviar-nos daquilo que mais sonhamos e pedimos.

Convido você a fazer as pazes com o seu presente, a abrir a porta para um futuro pleno e inteiramente novo, a despedir-se, de uma vez por todas, do seu passado, pois se ele fosse tudo isso que você pensa que é, nunca passaria. Convido você a agradecer pelas novas oportunidades, pelas novas pessoas, pelas novas coisas que, de forma completa, estão diante de seus olhos. A mistura do que era, do que seria, do que é e do que será, pode lhe causar prejuízos irreparáveis e pode lhe roubar a chance de receber de Deus vestes inteiramente novas, sem necessidade de remendos, de carregar velhas lembranças e velhas experiências que não podem mais ser requentadas, que precisam ser arquivadas para não corromper os presentes que você está recebendo HOJE! Vasculhe suas gavetas, desfaça-se do que não volta mais, jogue fora o que lhe leva a olhar para trás, lave-se do cheiro de naftalina, mude seu perfume, doe os objetos que lhe aprisionam no passado, celebre o presente e abra a porta para um futuro sem misturas e sem prejuízos!

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