Revista Statto

O SUCESSO INCOMODA

22/08/2021 às 10h30

Lembro-me que li que essa frase no vidro traseiro de um Volkswagen Fox vermelho, com sua pintura profundamente arranhada, parado no estacionamento de uma maternidade, no distante ano de 2014. E não para minha surpresa, ela continua atual, e infelizmente deverá permanecer por toda a eternidade. E não me faltam motivos para afirmar isso.

Recentemente, a mídia nacional noticiou que um famoso apresentador, com passagens pela MTV, e outros canais abertos e fechados, fora contratado pela maior emissora de televisão do país. Até aí tudo bem. Mas fiquei embasbacado quando essa mesma mídia afirmava que os demais apresentadores desse mesmo canal estavam com “dores de cotovelo” devido a chegada deste profissional. Inclusive alguns chegaram a postar indiretas nas redes sociais, alfinetando o mais novo contratado pela emissora. Alguns ainda reivindicaram a mesma posição que aquele profissional iria ocupar dentro da empresa.

Não é difícil compreender a frase dona do título desse texto, dentro da narrativa descrita até aqui. Pelo visto a inveja, o ego, e o “pequenismo” dos péssimos profissionais que já trabalhavam dentro da emissora, ofuscaram a grandiosidade e o talento que o mais novo colega contratado tem para oferecer e somar. Seria uma grandiosidade, se todos (as) reconhecessem que o novo contratado é sem dúvidas de um talento ímpar. Tem defeitos e qualidades como qualquer outro ser humano. Mas que, para aquele momento e projeto, seu nome é sim, o mais indicado para aquele trabalho.

Agora outro exemplo, mas ainda dentro da televisão. Uma conceituada jornalista, apresentadora de programa esportivo, deu um grande trabalho à sua equipe, quando a mesma por um erro, repassou à roupa de trabalho desta apresentadora para outra jornalista dessa emissora, que apresentou seu programa vestindo-a. Um erro que poderia ter passado despercebido, e corrigido sem maiores problemas, quase se transformou em uma demissão em massa.

No primeiro caso, o mais plausível que os veteranos da casa deveria ter feito, era acolher e demonstrar apoio e solidariedade ao mais novo contratado. Já no segundo exemplo, mesmo que a apresentadora seja experiente, conceituada, e ocupe um grande cargo, o ideal seria que a mesma reconhecesse que erros são comuns, pois todo o processo é gerido por seres humanos, e corrigisse o erro em particular. E qual o problema de a colega de profissão usar a mesma roupa?

Tenho certeza que os fatos descritos são familiares para você. Em algum momento da sua vida pessoal, ou profissional, você se identificou, ou se identifica com isso. Eu poderia descrever tudo ou uma grande parte de como esse texto me soa familiar, dentro da minha vida em geral. Mas me limito a usar os exemplos mensurados.

Não seja pequeno ao ponto de querer colher o que você não plantou. Trabalhe duro para conquistar os seus sonhos e não se compare a ninguém. Até que chegue a sua vez, aprenda a aplaudir a vez dos outros. O que é seu dará um jeito chegar até você. Aprenda a reconhecer o talento e o esforço dos demais. A melhor maneira de se chegar lá, é lutando sem cessar, estendendo a mão para quem está atrás e ao seu redor, e aplaudindo os que conseguiram antes de você.

Voltando ao caso do Fox, que inclusive era praticamente zero quilômetro, e se encontrava extremamente arranhado, a frase colada no vidro do porta malas foi a melhor maneira que o dono (a) encontrou de continuar mostrando a sua grandeza. E quem arranhou o veículo, simplesmente mostrou sua pequenez, seu fracasso, sua inveja, e o quanto “O sucesso incomoda”…

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