Revista Statto

PANDEMIA, UM DIVISOR ÁGUAS DENTRO DE CADA UM

11/10/2021 às 15h18

Hoje percebemos com clareza a mensagem que a humanidade foi recebeu, independente de quem se esforçou para entender ou os que trataram com indiferença.  O que importa é que nada tira a essência do chamado a reflexão.  A possibilidade de escolha já foi dada, de que lado escolhemos ficar nessa história.  Apesar das incontáveis frações, castas e segmentos, o mundo se dividiu em dois; aqueles que ajudam e os que são ajudados.  Quanto ao espaço de quem tumultua e atrapalha já foi preenchido e por isso não tem mais vaga para quem está nessa fila.  Porém, sejamos gratos por termos a chance de escolher e usar da faculdade do livre arbítrio.

Decidir ajudar, é uma escolha que pressupõe consciência de algo que nos falta ou precisamos, nisso consiste a natureza da essência humana.   Partir de nós um impulso de ajuda é transformar uma fração importante de um todo a ser reconstruído.

Outra decisão é a de pedir ajuda, desde que sejamos acolhedores da esperança, aquela onde depositamos o desejo da escuta tão desejada, porém se for nosso desejo fazer parte daqueles que decidiram por ajudar, será necessário despertar em nós a capacidade do perdão, pois não temos a capacidade de ajudar o mundo em sua plenitude.  É a partir dessa necessidade de se perdoar que colheremos a habilidade de se conectar, criar um vínculo entre os que precisam e os que desejam ajudar.  Isso nos possibilita não ser uma pedra em nosso sapato, mas sobretudo que não sejamos uma pedra nos sapatos de ninguém. 

Que não desperdicemos energia com quem não tem compreensão do contexto reflexivo por influência da resistência alimentada pela alienação, afinal é de fundamental importância nos enquadrarmos nas lutas que valem a pena, e não com investimentos infrutíferos que nos deparamos diariamente.

Haverá o momento em que seremos chamados a nos encontrar com nossas próprias realidades e prestarmos conta de tudo que fizemos com nosso contexto existencial.  Não podemos, nem temos o direito em vivermos como insetos ou bovinos sem cérebro, sem consciência dos valores dessa vida.  Isso nos remete a pensar: se cada um de nós pudesse estudar as nossas últimas palavras, para que pudéssemos habitar o coração de quem amamos, qual sua última cena?

Dentro de cada um de nós habita lugar para essas duas escolhas, pois a primeira vida que temos que salvar é a nossa.  Daí a importância do autoconhecimento, pois tomar ciência da própria natureza é o melhore caminho para nortear nossas escolhas. 

Ser servido é um resultado, porém servir é um chamado maior que habita o âmago de nossa essência, alimento da alma, refrigério do espírito, estado de graça que nos deixa mais próximos do criador.

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