Revista Statto

QUANDO CHEGA O FIM?

17/02/2020 às 09h31

“Se só acreditássemos no que vêem nossos olhos nossas convicções reduzir-se-iam a bem pouca coisa.”

Frase maravilhosa de um homem que muito me inspira, e de verdade acredito em cada palavra dela, a prova disso foi um fato que aconteceu comigo esses dias.

Recentemente perdi para a vida um bom e prezado amigo…. Excepcionalmente normal afinal esse é o desfecho do jogo. Embora não convivêssemos com frequência mantínhamos um laço extremamente sólido ao ver pelo nosso tratamento que onde estivéssemos nos cumprimentávamos com saudoso e sonoro IRAMÃÃÃO…

Enfim, tão logo após seu fenecimento precoce observei nas redes sociais postagens acaloradas e situacionistas de pessoas do todos os níveis de relacionamento até daquelas das quais só se mantinham uma relação formal ou profissional sem a mínima ou mesmo nenhuma pitada de intimismo…

Então percebi dentro da minha silenciosa indignação, que as pessoas não se entristecem por terem perdido alguém que lhe são caras, a grande maioria se mostra enternecida por não saber lidar com seus próprios sentimentos que variam desde saudades até culpa, passando por paixões mal resolvidas ou até mesmo aquele simples telefonema para saber se está tudo bem…

Talvez isso explique a célebre frase de Anne Frank “Os mortos recebem mais flores do que os vivos porque o remorso é mais forte que a gratidão.”

Em fim…. Em meio às inúmeras mensagens de: saudades eternas, para sempre fulano, sempre te amaremos e etc.

Eu simplesmente postei o seguinte:

“Meu bom e velho irmão… Tu és realmente um tremendo de um babaca, foi inventar de morrer agora? Logo agora? Sem avisar, sem nem mesmo dar uma dica? Com tanta coisa para fazer, assuntos a debater, ideias para trocar, cervejas para beber e você simplesmente me abandona no meio da partida?!

Agora me encontro aqui sozinho olhando para o tabuleiro esperando uma nova jogada que nunca vira… E você me conhecendo bem, sabe como esse tipo de frustração me perturba… Mas é como dizem por aí… “É a vida que segue…” Agora só me resta juntar as peças e guardar o tabuleiro, esperando o momento que nos encontraremos novamente, não para terminar aquela partida, mas talvez, quem sabe? Começar um novo jogo…

A maioria das pessoas acha que o oposto da vida é morrer…. Eu discordo respeitosamente, pois na minha humilde opinião o oposto da vida…. É não viver.

Em resumo acho que a vida é isso meu amigo irmão não morreu… Ele simplesmente viveu…”.

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