Revista Statto

SEJA QUEM VOCÊ NASCEU PARA SER

21/07/2020 às 14h22

A vida é um bem tão valioso e muitas vezes só nos damos conta disso quando ela está por um fio. Sabe aquela expressão “Eu era feliz e não sabia”? Pois é.

Acontece que muitas pessoas passam a vida no “automático”. Quando crianças descobrimos as maravilhas da vida: uma borboleta, uma flor, uma cor, as brincadeiras, as cantigas. Na infância aprendemos sobre a convivência, sobre amizade, sobre o amor, a alegria, a tristeza e sobre limites. Ouvimos muitos “nãos”, contestamos, teimamos, pois temos fome de conhecimento, queremos olhar, pegar, manusear, sentir o cheiro, o gosto, queremos ser nós mesmos. Não tememos o perigo, somos pura essência, somos alegria.

Com o passar dos anos somos moldados de acordo com os valores de nossa família e da sociedade. Aprendemos os costumes, adquirimos as crenças e herdamos uma bagagem cheia de procedimentos. Daí saímos para o mundo e tentamos encontrar pessoas com bagagens semelhantes, principalmente se nos sentimos confortáveis com tudo aquilo que assimilamos em casa. Caso contrário, procuramos por novos modelos de convivência.

Geralmente na adolescência ficamos atraídos pela aventura, formamos grupos, queremos fazer parte de algo que nos traga emoção. Alguns se perdem no meio do caminho devido à insegurança, baixa autoestima ou falta de apoio.

Na idade adulta seguimos os passos de nossos antepassados, formamos famílias, geramos filhos e queremos ser diferentes de nossos pais, mas muitas vezes, inconscientemente, tomamos as mesmas atitudes que eles com relação aos nossos filhos.

É um ciclo cheio de culpa, obrigações, crenças limitantes e moldes pré-determinados pela sociedade. Continuamos ouvindo muitos “nãos”. Então entramos no automático. Uma vida pré-fabricada.

É claro que muitos pais são excelentes, assim como muitos de nós estão satisfeitos em seguir o mesmo caminho que eles e não há nada de errado nisso. O problema é quando o indivíduo não se sente totalmente confortável dentro de seu mundo. Infelizmente muitos só se dão conta disso no final da vida.

É claro que esse é um assunto complexo, delicado e cheio de nuances. Cada ser é único e cheio de sentimentos, vontades e escolhas. Somos como caleidoscópios, repletos de cores e reflexos. Eu apenas gostaria de dizer que a vida é um bem de valor imensurável, é um tesouro que deve ser cuidado com todo o amor possível.

Portanto, tenha em mente que cada escolha feita por você vai refletir no seu presente e futuro. Faça escolhas de acordo com o seu coração. Não espere chegar no fim da linha para perceber que você desperdiçou a chance de ser quem você realmente é.

A vida é tão breve! Não perca seu tempo precioso com banalidades, culpa, inveja, temendo o que irão dizer sobre você (porque sempre irão pensar/falar de qualquer forma).

Seja aquilo que você deseja agora, enquanto há tempo. O tempo é efêmero, incerto. Acho que a beleza da vida é você poder usufrui-la com responsabilidade e amor.

O medo é um grande ceifador de sonhos e realizações. Enquanto você sofre por coisas que imagina, a vida passa.

Confie na vida, liberte-se, encontre aquela alegria de criança que ficou guardada no seu interior enquanto você se moldava à sociedade. Resgate seu verdadeiro eu e seja quem você nasceu para ser. Não é fácil, não é da noite para o dia, mas é possível. Escolha ser você.

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