Revista Statto

SERVO OU SENHOR!

24/07/2020 às 20h07

Em um pequeno vilarejo havia um homem que possuía um escravo. Esse o servia em todas as suas necessidades, estava sempre disponível para quando seu senhor precisasse. Porém, aquele senhor nunca o tratava bem, abusava de seus serviços, não lhe dava folga, fazia-o trabalhar mais do que ele aguentava, mas mesmo assim aquele servo continuava a servi-lo.

Um dia o serviço naquela casa aumentou então o homem precisou sair e procurar mais servos, no entanto a fama de mau patrão já havia se espalhado por toda a vila e nenhum outro servo queria trabalhar para ele. Muito preocupado com a situação, pediu aos seus amigos para lhe emprestarem alguns de seus serviçais, muito a contragosto, lhe emprestaram, porém, teria que fazer um acordo. Por cada servo emprestado teria que dar parte da sua colheita, sem poder fazer recusas acabou aceitando o trato.

Assim voltou ele para sua casa e começou a colocar seus novos servos a trabalhar, conforme iam fazendo a colheita, aquele senhor saia apressadamente a negociar, guardando sempre a parte negociada naquele acordo, e assim ia mantendo a sua casa.

Porém o tempo foi passando e a situação foi se agravando, pois, somente com parte da renda não conseguia manter suas despesas, então pensou: – Vou devolver os servos que peguei emprestado e ficar somente com o meu!

Como era esperado, aquele servo não aguentou fazer tudo sozinho e foi embora. Sem trabalhadores aquele homem acabou se endividando e faliu totalmente

Mas o que essa história tem a ver com dinheiro?

Quando somos jovens e conseguimos nosso primeiro emprego, então temos aquele salário e felizes pelo nosso primeiro e único bem, começamos a usá-lo como bem entendemos, ou melhor, dizer, como “mal entendemos”. Sem compreendermos que o tempo passa para todos, começamos a gastar aquela renda de todo o trabalho dissolutamente.

Nem todos os jovens têm compromissos em casa, como por exemplo: pagar uma conta de água ou luz, então sabem que o seu salário é só para suas despesas, não cuidam do seu dinheiro, não se preocupam se mais tarde irá faltar. Porém o tempo passa, começam a namorar, casam e vêm os filhos.

O trabalho naquela casa aumenta”, precisam de mais “servos”, (dinheiro) mas como este foi maltratado a vida toda não há onde conseguir mais, não há no banco, não há investimentos, nem mesmo uma profissão que dê mais renda, pois nunca foi investido em uma qualificação, nunca sobrava nada. E agora? A solução é sair e pegar emprestado, mas a que custo e nunca o que é emprestado será nosso”!

Em todo o tempo devemos ter respeito pelo dinheiro, não devemos brincar com ele gastando em bobagens e coisas sem serventia, dinheiro é como o tempo, não volta, aquele que você perdeu ou jogou fora já foi, não lhe rendeu nada.

O dinheiro também está na lei da semeadura, se semearmos bem colheremos bem. Se o semearmos mal, toda a colheita será mal. Porém, se o respeitarmos e o tratarmos bem, ele a cada dia irá render.

Se Deus disse no livro do profeta Ageu “meu é o ouro minha é a prata”, quem somos nós para tratar mal o que Deus nos dá. Prestamos atenção ao fato de que todo o dinheiro esbanjado hoje irá faltar amanhã. Nós não podemos plantar em um lugar que nunca vamos colher, então analisemos a forma que estamos cuidando desse “servo” antes que nos tornamos seu escravo!

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