Revista Statto

SOBRE NOSSAS CARGAS…

14/04/2021 às 17h11

Imagine que você vai passar alguns dias fora de casa. Você coloca em uma mochila tudo que pensa precisar. Agasalho para os dias frios, protetor solar, repelentes, roupas leves, meias… você percebe que a mochila fica um pouco cheia mas sai mesmo assim. Você vai caminhando para o seu destino, a mochila pesada fica mais desconfortável a medida que você anda.

Agora imagine-se com essa mochila pesada em suas costas e com sede. Você compra uma garrafa de água, bebe um pouco e coloca na mochila. Anda mais e percebe que ou joga a garrafa com água no lixo ou tira algo não tão necessário assim da mochila. Do contrário você não vai conseguir chegar ao seu destino no tempo previsto e em boas condições para usufruir desses dias. Quiçá, encerrar a caminhada.

Assim acontece conosco. A cada passo que damos aumentamos nossa gama de informações, sentimentos, pensamentos que se tornam cargas pesadas de mais, tantas vezes desnecessárias.

 Os fardos são proporcionais as forças, nos deixou Kardec, porém nem todos precisam ser carregados. Precisamos aprender a selecionar o que nos faz bem, o que precisamos para nos fortalecer e crescer e diferenciar daquilo que é um peso desnecessário; daquilo que não precisamos levar conosco por onde andarmos.

Sentimentos, pensamentos negativos e de vitimização são pesados de mais para serem levados. Pessoas e relacionamentos tóxicos também não precisam ser levadas com você. Situações que você não pode resolver não precisam ser cargas. Elas tomam lugar de coisas necessárias, sentimentos essenciais para nosso trajeto, tal como a água na nossa longa caminhada.

Quando não conseguimos diminuir nossos fardos, porque alguns deles são necessários para os planos que Deus tem para nós, isso não quer dizer que não possamos pedir ajuda a Ele, descansar nEle. Por isso quando esses momentos chegarem, não deixe de refugiar-te na prece. Relembre as palavras do mestre Jesus em Mateus 11: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.  Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.  Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.

Portanto, passemos a substituir a mágoa pelo perdão, o desprezo pela tolerância, a posição de vítima pela resiliência, o ódio pelo amor; e então, ultrapassar os trechos pedregosos se torna mais tranquilo. Não podemos escolher os obstáculos da caminhada, mas podemos escolher o que levaremos.

Esvazie a mochila de sua mente, reveja os fardos que seu espírito traz e analise o que você deve deixar para trás e o que você leva. Abastece-te de fé, amor, compaixão e siga sua estrada feliz.

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Rubia Pozzatto

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