Revista Statto

VAI FICAR TUDO BEM, VAI PASSAR!

05/03/2021 às 17h59

Às vezes a gente dá uma silenciada; fica off para o mundo externo; contribui com a despoluição interior.

A gente senta um pouco, vê as possibilidades da vida, das coisas que já não precisam de freio, das coisas que já estagnaram, e já não funcionam mais.

Às vezes a gente para de ser tão essencial para o que está nos liquidando, para as coisas que não são de verdade, para as situações que só nos fazem sofrer.

E aí, a gente se sente mais humano, menos violento com a própria estrutura interior.

A gente sossega um pouco, inspira sanidade mental, se exclui do que não dá futuro algum.

E o coração apesar de todo sobe desce, de todo cansaço, de todos os feitos, se declara mais dono de si.

E a gente vai deixando de ser tão disponível, vai se reconhecendo nos instantes de solidão, vai colhendo mais amor-próprio, vai investindo naquilo que nos remete ao estado mais profundo de ser.

E a gente percebe que para estar junto, tem que estar perto e mais consciente do que almejamos e que, para sermos livres, temos que nos desprender de muito lixo acumulado na alma.

A gente se destrava, sim, se ergue da maneira que pode e confessa para Deus que graças a ELE e à nossa força que brota das entranhas o nosso alicerce se salvou dos terremotos emocionais.

E a nossa inocência, os nossos sonhos flutuantes, as nossas passagens, por vezes, de sapatos gastos, nos direcionam ao que vemos hoje, ao que perdoamos e esquecemos, ao que não pretendemos mais.

A gente se preza, se preserva, se ilude menos, se aceita mais, pede para descer, para de se oprimir.

E a gente desenvolve uma habilidade maior de se autoconhecer sem se autodestruir.

Confesso que nem sempre será a melhor coisa do mundo tentar se salvar do caos que nos afoga por dentro, mas sei que ao sairmos sobreviventes, crescemos e valorizamos ainda mais nosso lugar aqui.

A gente sente que entre a sombra e a luz há um portal nos direcionando aonde pretendemos exercer nossas querências e sentimentos, aonde devemos dar continuidade aos nossos direcionamentos.

Desembarcados, saímos de nós mesmos e voltamos para a luta sabendo da existência real.

Dá trabalho viver, mas dá prazer sentir o gosto daquilo que suamos para conquistar.

Às vezes a gente só quer sentir a brisa batendo no rosto e a calmaria descansando dentro da gente.

Vai ficar tudo bem, vai passar.

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Sil Guidorizzi

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