Revista Statto

VOCÊ TEM MEDO DE NÃO SER BOM O SUFICIENTE?

07/06/2021 às 09h36

Estou ministrando um treinamento para mulheres. Na nossa última sessão este foi um tema que apareceu muito : o medo de não ser boa o suficiente. Mas afinal, o que é isso e de onde vem esse medo nas nossas vidas?

medo de não ser bom ou boa o suficiente geralmente começa na infância. Quando fazemos um desenho ou qualquer coisa que achamos incrível e nossos pais falam aquele bom e velho “nossa, tá lindo” olhando para o outro lado, começamos a achar que não estamos fazendo as coisas direito. Lembro que, quando eu era criança, era a mais velha de três irmãs. Minha mãe sobrecarregada acabava me passando algumas tarefas desde muito pequena. Com seis anos eu sabia lavar um banheiro e com 10 tinha uma boa cota de responsabilidades na casa (sempre devidamente morrendo de preguiça, claro). Assim, eu comecei a querer ser a melhor naquilo que eu fazia. Se meus pais reclamavam que a água estava cara, eu tomava banhos voando que mal limpavam as orelhas. Nunca reclamava e nada e fazia tudo perfeito. Mas meus pais não me davam estrelinhas a mais por isso (e com razão) e eu acabei achando que não fazia nada direito. Imaginem como eu sofri para superar o medo de não ser boa o suficiente.

Sim, mas superei. E hoje eu me considero ótima, muito esforçada, principalmente. Não sei tudo, mas tudo o que eu sei é porque ralei, muito e de verdade. E superei coisas inimagináveis. Conforme eu ia evoluindo no meu processo de autoconhecimento, mas eu ia me expondo. Escrever aqui as minhas ideias malucas, como diria a minha mãe, foi uma dessas maneiras de superar o medo de não saber escrever e de acreditar em coisas que a minoria acreditavam na época. Eram tempos complicados para as pessoas mais espiritualistas, e demorei para sair desse armário.

Então, como superar isso? Autoconhecimento e disciplina. Entender a sua história e como você chegou até aqui cheia desse medo é bem importante. Lembre-se da sua criança, aquela menininha ou menininho que não entendia muita coisa e que, quando não era validado, colocava a culpa em si mesma. Quando resgatamos essa criança ferida, quebramos o padrão interno. A outra maneira, a disciplina, é se impor o hábito que parar de se criticar e começar a se expor. O meu exercício desse foi me colocar à frente de leitores, e receber elogios e críticas. Em muito momento eu ainda duvidei de mim mesma e chorei as críticas escondidinha no banheiro. Mas com o tempo aprendemos que o número de pessoas que gostam do que a gente faz não faria sentido se não fosse verdade.

Mas, principalmente, precisamos deixar isso claro dentro de nós. Acreditar em si começa por você e exige esse foco. E ninguém no mundo fará isso melhor do que você mesma. Acredite!

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Andrea Pavlo

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