Revista Statto

DORES NAS COSTAS E O TRABALHO

29/07/2019 às 11h57

Passamos muito tempo em frente ao computador, realizando tarefas repetitivas e quem paga o pato é a coluna vertebral, segundo dados da OMS, em média 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas (ou lombalgia) durante a vida, dados altíssimos e essa realidade só tende a aumentar.

A lombalgia é definida como um quadro de dor na região lombar da coluna, localizada entre a última costela e as nádegas, e é a segunda principal reclamação de dores nos consultórios médicos, perdendo apenas para a dor de cabeça (ou cefaleia).

A origem da dor pode ser congênita, degenerativa, inflamatória, infecciosa, tumoral e mecânico-postural (maior incidência).

A Classificação quanto a duração do quadro doloroso é feita em:

AGUDA: (de 01 a 03 semanas),

SUBAGUDA: (03 a 12 semanas),

CRÔNICA: (mais de 12 semanas),

RECORRENTE (intervalo de 6 meses).

Por se tratar de um problema de saúde pública, relacionado a principal causa de falta ao trabalho, quem sofre desse mal, deve estar atento aos sintomas para modificar fatores de risco que previnam o problema, assim como procurar o médico em caso de sinais de alerta ou dores que durem mais de 3 semanas.

As dores nas costas afetam mais o sexo feminino, pessoas com idade avançada, fumantes, que tenham história prévia de acidente ou lombalgia anterior, exposições ocupacionais, sedentarismo e obesidade.

O diagnóstico é baseado em acompanhamento clínico, exames físicos detalhados, com atenção especial aos sinais de alerta. Que são caracterizados pela idade acima de 50 anos, febre, calafrios, perda de peso, infecção recente, imunodeprimidos, usuários de drogas, traumas ou sintomas neurológicos associados.

Se houver necessidade de exames complementares, o raio-X, a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética são os mais utilizados.

O tratamento usual, é a pratica regular de atividade física, sendo a principal arma no tratamento das lombalgias mecânico-posturais, pois irá diminuir a intensidade da dor e prevenir a recorrência do quadro. Porém, existem casos onde é necessário o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Além da associação com tratamentos fisioterápicos e procedimentos minimamente invasivos ou cirúrgicos, dependendo do caso.

Exercícios aeróbicos, de flexão ou extensão, alongamentos, estabilização, balanço e coordenação são os mais indicados para controlar e prevenir o problema.

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