Revista Statto

YOGA – QUE TE QUERO BEM!

14/11/2021 às 11h27

Índia, 1918, Instituto de Yoga em Versova – ocorreu a primeira aplicação sistemática médica do yoga. Após isso a Yogaterapia se proliferou e passou a ser utilizada em tratamentos clínicos e em institutos de Yoga.

A tendência se espalhou em nível internacional, com o aparecimento de Centros de Yoga, inclusão da prática em Programas de Câncer (dentro de hospitais), Centro de Medicina Alternativa e Estabelecimentos que começaram a receber os “Yogaterapeutas” – uma nova geração de terapeutas.

Em 1920 Kuvalayananada – pesquisador e educador indiano, que criou o método que chamou de Yoga Científico, por meio do qual pesquisou seus efeitos sobre a fisiologia e sobre certas doenças, levando à divulgação do Yoga no mundo ocidental moderno – começou a pesquisar os efeitos psicofisiológicos do Yoga, porém pesquisas sobre o uso do Yoga frente aos problemas físicos, mentais e emocionais deram início recentemente.

Grande parte delas, que aborda o yoga na área da saúde, provém dos Estados Unidos.  Referência no assunto, o professor David Eisenberg (Harvard) coordenou um estudo sobre o perfil dos usuários do Yoga, as razões médicas para o seu uso e as percepções sobre os benefícios que a prática proporciona. Falarei sobre os resultados dessa pesquisa mais adiante.

Mas o que é Yoga?

Yoga ou Ioga significa: controlar, unir. Termo de origem Sânscrita – língua presente na Índia. Refere-se a uma filosofia, na qual se trabalha o corpo e a mente por meio de disciplinas tradicionais de quem a pratica.

Seu objetivo é trabalhar as emoções, ajudar as pessoas a agir de acordo com seus pensamentos e sentimentos, além de trazer um profundo relaxamento, concentração, tranquilidade mental, fortalecimento do corpo físico, desenvolvimento da flexibilidade e aliviar o estresse.

Estudos têm demonstrado que sua prática pode diminuir a secreção de cortisol – hormônio ligado ao estresse primário.

Definições feitas, vou agora mostrar os estudos que avaliaram a eficácia da prática do Yoga na vida das pessoas.

David Eisenberg realizou uma pesquisa com 31.044 pessoas nos Estados Unidos e constatou que: em 1992 3,7% da população era adepta do Yoga. Dez anos mais tarde, em 2002 essa população subiu para 5,1%, ou seja, 10,4 milhões de adultos se tornaram praticantes do Yoga e as razões por sua busca foram problemas musculoesqueléticos, saúde mental e asma.

Em outra pesquisa houve a demonstração que a prática de Yoga realizada por 2 meses reduziu significativamente os níveis de ansiedade em mulheres que sofrem desse transtorno, sugerindo que essa pode ser uma terapia complementar no tratamento do Transtorno de Ansiedade.

Já em outra houve a redução do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em comparação a pesquisas com abordagens psicoterapêuticas e psicofarmacológicas.

O Yoga pode melhorar o funcionamento de indivíduos traumatizados, ajudando-os a tolerar experiências físicas e sensoriais associadas ao medo e ao desamparo, aumentar a consciência emocional e afetar a tolerância.

Todos nós sabemos da gravidade que é a Pressão Arterial elevada – a conhecida Pressão Alta – ela é uma das principais causas de problemas cardíacos, podendo levar a ataques e derrames. Sua redução auxilia na diminuição desses problemas e o Yoga vem mais uma vez contribuir para isso.

Com a finalidade de examinar o efeito da Yoga na função cardiovascular em indivíduos com mais de 40 anos de idade, um estudo foi realizado com 50 indivíduos que não faziam nenhum tipo de atividade e 50 que eram praticantes de Yoga por pelo menos 5 anos, os pesquisadores chegaram a conclusão que a prática de Yoga, contribuía e muito para a estabilização e melhora da Pressão Arterial.

Em outra pesquisa, que revisou 10 estudos comparando os efeitos dos Asanas (posturas do Yoga) com exercícios conhecidos como “regulares”, indicou que o Yoga pode ser tão eficaz quanto os exercícios para melhorar a saúde, a glicose no sangue e lipídios, fadiga, dor e até a qualidade do sono observado tanto em pessoas saudáveis como em pessoas com diabetes e esclerose múltipla.

Há contribuição do Yoga também no trato da Depressão, indicando os efeitos potencialmente benéficos das intervenções de Yoga nos Transtornos Depressivos.

Participantes do curso de Yoga demonstraram reduções significativas nos sintomas de depressão e ansiedade. Tais efeitos surgiram no meio do curso e foram mantidos até o final. Outras contribuições foram constatadas também como as melhorias dos níveis de humor e nos níveis de cortisol.

Várias são as evidências que a prática de Yoga pode contribuir para a melhoria tanto de transtornos no quesito de saúde mental, quanto em questões físicas e emocionais dos indivíduos.

  • Área física: busca por dietas mais saudáveis e a consciência corporal, particularmente frente ao envelhecimento e as doenças crônicas;
  • Filosóficos: desenvolvimento da capacidade contemplativa e expansão da percepção da totalidade, que constituem a base do movimento holístico ou a noção do cuidado integral (dimensões biológica, psicológica, sociológica e espiritual);
  • Sociais: associadas à construção de uma nova sociedade – Como a prática da não violência – estimulando com isso a cultura da paz; estilos de vida e valores que promovam maior tolerância entre grupos étnicos, gêneros e classes sociais e a reeducação de hábitos associados com os vícios legais (medicação, alimento, álcool, tabaco, trabalho, sexo, etc.) e ilegais (drogas ilegais, jogo, etc.).

Muito claro a percepção que se tem da prática de Yoga, como essa pode contribuir e muito para sua vida, para seus momentos de tensão e estresse, para os momentos de clareza nas decisões e objetivos, para a libertação de maus hábitos e vícios, para o seu autoconhecimento e a busca por uma vida plena.

Experimente!

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