Revista Statto

Entre o corpo perfeito e a motivação certa: esporte é saúde!

30/10/2018 às 15h43

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, cerca de 62,1% dos brasileiros com 15 anos ou mais são considerados sedentários.

O critério base deste estudo foi embasado na definição de sedentarismo indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade aponta que é necessário praticar ao menos 150 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana, para você ser considerada uma pessoa ativa. Para os adolescentes, a recomendação é de 60 minutos de atividade moderada à intensa todos os dias.

Salvo a margem de variação que toda pesquisa carrega, diante destes dados, é seguro afirmar que mais da metade da nossa população é sedentária. Entre os vários fatores apontados, as questões socioeconômicas e culturais do país colaboram para que os brasileiros não desenvolvam o hábito de se exercitarem. Praticar atividade física não é algo cultural em nosso país.

Existem, também, outros aspectos que nos afastam de uma vida fisicamente ativa. O principal deles é o que eu chamo de ”fator motivação”. Nós ainda não aprendemos que esporte é sinônimo de saúde. Esta frase já é tão conhecida que pode ser tranquilamente classificada como clichê. Mas, então, o que estamos esperando para levantar do sofá?

Realmente a nossa vida anda muito corrida e parece que não conseguimos dar conta nem das tarefas essenciais, quem dirá praticar esporte. Trabalhar, cuidar da casa, dos filhos, viajar, manter a vida social – coisas que parecem prioridade – e são. Mas é aí que mora a grande virada. Precisamos entender que praticar atividade física também deve ser prioridade, simplesmente porque está diretamente ligado à nossa saúde física e mental. Se não tivermos saúde, estaremos abreviando a nossa já curta passagem por este planetinha.

Gosto de uma frase do mestre budista Dalai Lama em que ele diz assim: ”os homens são engraçados, eles perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde”. De fato, é isso que estamos fazendo.

A boa notícia é que dá para ganhar dinheiro e manter a saúde. São pequenas mudanças na nossa rotina que irão fazer toda a diferença. Não importa o que você vai fazer efetivamente, que tipo de atividade física vai escolher praticar, qual a hora do dia ou em que local irá fazer isso. As possibilidades são inúmeras e até mesmo ir para o trabalho caminhando duas vezes por semana, já é um grande exercício físico.

O importante é começar aos poucos, respeitando o seu corpo e os seus limites, até que isso se torne um hábito. Eu sei que a nossa mente não é boba, e sempre que vamos começar algo que demande esforço, ela logo procura um fator de motivação para nos convencer que devemos fazer. O primeiro que nos ocorre é a motivação pela estética, o que não é tão errado assim. O problema é que isso se torna uma autossabotagem tremenda. Primeiro, porque sempre partimos de um ideal de corpo perfeito: com barriga tanquinho, braço forte para os homens e perna torneada para as mulheres, etc.

Que violência estamos fazendo com nós mesmos, gente! Na busca por esse ideal estético, muitos nem começam a praticar atividade física, pois acham que isso é coisa de gente atlética. Outros começam e param quando percebem que não vão atingir o ”corpão” perfeito. É aí que surge aquela frase clássica, ”ah, eu não estava vendo resultado e, por isso, parei”.

O resultado importante você realmente não está vendo, pois não enxerga o seu nível de colesterol baixar e as suas articulações se tornarem mais rígidas e resistentes, por exemplo. Mas há ainda os que persistem e até alcançam o tão sonhado padrão estético, mas acabam se tornando escravos de uma rotina maçante de treinos e a atividade física vira sinônimo de sofrimento.

Precisamos desmistificar o real sentido e praticar esporte. Esporte não é para você ficar com corpão, é para ganhar saúde. Se você buscar inserir as atividades físicas na sua vida por saúde, vai aprender a respeitar e amar o próprio corpo sem comparações injustas. Vai conseguir transformar o esporte em algo prazeroso para a vida toda, não somente para o verão. Afinal, ter uma boa saúde deveria ser viciante.

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