Revista Statto

AONDE OS SINOS TOCAM?

31/12/2021 às 16h47

Já soam cantigas de esperança, palavras de conforto, risos infantis. Por ser natal, ficamos mais suscetíveis aos encantos da festa ou aos milagres desta celebração tão cristã.

Mas aonde os sinos irão tocar? Nas comunidades reconstruindo suas vidas em meio à pandemia? Nos campos de refugiados redescobrindo seus lares? Nos hospitais reconfortando os pacientes? Nas aldeias indígenas reconduzindo suas culturas? Nos rostos comuns vitimados pelo preconceito?

Nestes dias que antecedem o natal, temos a chance de sentir os sinos tocando em nossas vidas, inaugurando um novo ritmo em nossos corações, acelerando nosso afeto, fortalecendo nossa fé, corrigindo o descompasso de nossa caminhada.

Na literatura mundial, encontramos inúmeras referências sobre sinos natalinos apresentadas pelos versos e prosas, inspirados nas religiosidades ou nas histórias infantis. Então, quero lembrar aqui Fernando Pessoa, poeta português, que escreveu:

O sino da minha aldeia,

Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.

            Feliz Natal a todos os leitores!

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