Revista Statto

ARQUÉTIPO

21/09/2021 às 19h23

O que eu guardo

Além do que eu sinto

O que eu quero

Além da voz que protesto

Invento

Deveríamos ter preparado a nossa alma

Deveríamos ter mantido a calma

E o que machuca

Senão a indiferença clamada?

Meros poetas esquecidos

Meros mortais interruptos

Corrompidos

Será que existe algo além do que vivi

E o que ver nas pessoas

Mais do que elas podem nos fazer sentir?

Eram frases feitas

Eram formas de ensino

Éramos como crianças

…sem destino

E eu nunca saberei se foi erro

Acaso ou divino acerto

O tempo se fazia de mestre

As horas jogadas em tragédias

As palavras embargadas

O mundo fere para ensaiar

Os gritos das almas

Para enganar

Os corações deixam as constelações

Para na Terra se unirem

Mas são vítimas de si mesmos

Da impaciência

E da falta de transparência

São jogados ao acaso

Das mentiras

Superficiais alegrias

Da falsa intuição

Enganando um coração

Compartilhe!
SOBRE O AUTOR

Por

POSTS RELACIONADOS
COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Parabéns!! Poesia com grande reflexão.

    Comentário por Letícia Duarte - dia 22 de setembro de 2021 às 06:13
ESCREVA UM COMENTÁRIO

Seu e-mail não será publicado. Campos marcados com * são obrigatórios.

IMPORTANTE!
As informações recebidas e publicadas são de responsabilidade total de quem as enviou. Apenas publicamos as matérias e notas que as assessorias de imprensa nos passam. Qualquer problema, envie-nos e-mail relatando o ocorrido que transmitiremos aos devidos responsáveis.
desenvolvido porDue Propaganda