Revista Statto

CONSCIÊNCIA COMO URNA – O QUE VOCÊ TEM DEPOSITADO NELA?

19/10/2020 às 17h55

Em véspera de mais uma eleição, será que o cenário e clima se voltam para as mesmices de eleições anteriores? Ou como seres pensantes estamos mais reflexivos?

Há quem afirme que o voto é um ato de democracia, porém nós podemos ter todas as opções, só não, a de não votar.

Nós votamos em quem realmente acreditamos ser a melhor opção? Ou votamos em quem os partidos elegeram segundo seus interesses políticos?

Já chamou atenção de que o executivo e o legislativo são eleitos pelo voto popular, mas o judiciário não, porém os três são manchados pela corrupção, logo não é o voto popular que vai banir a sujeira do contexto político, isso porque o sistema está corrompido, sistematizado, articulado, estruturado e interligado fazendo conexões com desvios patrocinados pelos altíssimos e extorsivos impostos que pagamos.

A consciência é o templo onde prestamos contas de nossas ações, por isso vale refletir sobre o que fazer nessas eleições, diferente das eleições passadas, pois fatos relevantes que atingem nossas vidas aconteciam a cada 500 anos, hoje a cada 5 minutos algum fato nos exige mudanças seja na forma de pensar ou agir.

Adaptações a curto prazo tem sido um dos grandes desafios para nossa sobrevivência.  Muita sujeira está saindo debaixo do tapete para debaixo da luz que foi acesa, e isso demonstra que alguma evolução vem ocorrendo no sentido da moral e da ética, porém é fato que não se concerta uma nação da magnitude nas dimensões do Brasil em um curto espaço de tempo, até porque ainda vamos ver muita lama jorrar do esgoto nutrido pela corrupção.

Podemos contribuir de forma mais significativa qualificando nossa atuação por uma sociedade menos injusta, pois a maior arma de vingança contra o governo é o estudo e o esclarecimento.  Conhecimento é poder, por isso a educação é tão perseguida e massacrada pelo poder público.

Quem almeja liberdade tem que eliminar os vícios, aguçar o senso crítico, potencializar o sentimento de coletividade, melhorar os questionamentos, duvidar do óbvio, não aceitar a facilidade, ser mais seletivo na convivência e buscar experiências transformadoras na leitura e informação.

Muito cuidado, atenção e cautela com as promessas para um futuro melhor, o futuro não existe, logo é insano determina-lo, tendo como embasamento promessas recheadas de ilusões.  Como se pode desenhar um futuro onde a única certeza que temos é que tudo e todos são definitivamente provisórios, inconstantes e efêmeros?

Nunca o refletir foi tão exigido em nossas consciências, já não cabe diante das miríades de mudanças, insistir em tontos que prometem as mesmas tolices que nunca foram e jamais serão de seu interesse.  Vamos desarticular a indústria da alienação, pois o seu voto pode ser o maior sócio de dias piores.  As vezes mesmo fazendo parte de um contexto é melhor não participar da contextualização, assim como um significante rompe com seu significado, principalmente quando a realidade se traduz em falta de opção.

 

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