Revista Statto

IMIGRAÇÃO: UM DRAMA MUNDIAL

13/09/2018 às 12h05

Daniel Torres diz, na música Fruto do Suor, “tenho um filho desta terra, foi o amor sem passaporte”, e que “a baioneta desenhou fronteiras, a estupidez nos separou em bandeiras”.

No início dos tempos, o homem perambulava livremente pelas terras mais próximas e algumas bem distantes, na luta pela sobrevivência, até que fixaram, pela força, fronteiras geográficas, cidades, países e, com isso, limitações ao acesso.

Não sou ingênuo a ponto de defender total liberdade de ir e vir entre países, pois, certo ou errado, não existem políticas públicas de atendimento das necessidades sociais que resistam ao ingresso massivo de imigrantes, sem uma previsão de recursos adequada e suficiente.

Seria o mesmo que abrigar, em nossas casas, para moradia, alimentação, vestuário e tratamento médico, de todas as pessoas desprovidas de recursos. Temos determinado orçamento adaptado às nossas necessidades, e a chegada de visitantes permanentes “bagunça nosso coreto”.

Assim, não podemos olhar os imigrantes ou refugiados como inimigos, mas também não podemos fechar nossas portas e nossos corações para esse drama mundial que, em alguns países dito civilizados, implica em recolher à presídios e jaulas crianças com dois ou três anos, separados dos pais.

Claro está que qualquer prisão de pais implica em separá-los dos filhos, aqui ou no Japão, na África ou na China, mas é muito triste ver crianças jogadas como animais em jaulas, cobertas com folhas de alumínio e, dizem, em alguns casos, vítimas de abusos físicos e sexuais.

Não existe situação de crise que não possa suportar algum sentimento de solidariedade. Os antigos já diziam que “onde come um, come dois”, de maneira que um país como o nosso, com mais de 200 milhões de habitantes, certamente que não vai ficar mais quebrado do que já está se acolher, com carinho e solidariedade, alguns milhares de imigrantes.

Afinal, basta olhar para o lado e veremos, admirados, que somos um país de imigrantes!

Mais uma vez, Daniel Torres, nos ensina que “cada pedra, cada rua, tem um toque de imigrante, levantaram com seus sonhos, um país que não tem donos”.

Abra seu coração.

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