Revista Statto

JOSÉ BICCA LARRÉ, O CRONISTA

17/06/2019 às 10h03

Chega a ser uma temeridade escrever uma crônica acerca do maior cronista que Santa Maria já conheceu e um dos mais respeitados no Estado, José Bicca Larré.

Li inúmeras crônicas que o Larré escreveu no jornal A Razão e no Diário de Santa Maria, admirando profundamente sua cultura história, sua enorme capacidade de interpretar fatos e comportamentos sociais, com algum humor e outro tanto de ironia.

Passei a conviver com ele a partir de 2008, quando ingressei na Academia Santa-Mariense de Letras, vendo-o como um ícone das letras e da cultura.

Pessoa extremamente educada, interessada pelos amigos e colegas, com inúmeras histórias de sua vida cultural, política e profissional, Larré era uma referência para todos.

Foi muito bom conviver com ele, que nos últimos dois anos, em razão de enfermidade, esteve fisicamente afastado de nós, mas, através de seus filhos, sempre buscamos notícias sobre seu estado de saúde e sua vida.

Infelizmente, Larré nos deixou.

Estamos chocados, tristes e pensativos no sentido da vida.

Mas, posso apostar que ele diria: “Doutor, eu vivi a minha vida plenamente. Não fiz tudo que desejava, mas fiz tudo que a vida me permitiu. Fui feliz e tenha certeza que o carinho dos amigos me mantém feliz, para toda a eternidade”.

Típico dele!

Conheci poucas pessoas mais carinhosas que o Larré. Minha esposa era apaixonada por ele como pessoa e leitora voraz de tudo o que ele escrevia (suspeito que ela lia mais Larré do que eu!).

Larré, o cronista, continua vivo nas letras e em suas crônicas impagáveis, inimitáveis.

Afinal, como diz o logo da ASL, que ele desenhou, VERBA VOLANT, ESCRIPTA MANENT, ou seja, as palavras voam, a escrita permanece. Por isso és imortal.

Já estamos sentido saudades.

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