Revista Statto

UM BRASIL MELHOR

29/08/2019 às 19h58

CORRUPÇÃO

Essa palavra que faz parte de nossas vidas como cidadãos brasileiros, não chega a ser surpresa. Engana-se quem acha que se resume a políticos. Como disse Joseph de Maistre – pensador francês pós Revolução Francesa. “Todo povo tem o governante que merece.”

O ódio massivo que a população tem em relação a política chegou a níveis tão altos devido esses escândalos de corrupção que assolam os nossos dias (lava jato, mensalão, empreiteiras etc.…). Fazendo com que o cidadão se negue a fazer e a exercer a principal tarefa política de uma nação plural e democrática, que é a fiscalização de seus representantes eleitos.

Entretanto, essa desilusão que temos com a política não é de agora e nem exclusiva de brasileiros (como muitos acreditam). Desde o período que a história é registrada, muitos são os casos em que vimos pessoas manipuladoras que usam da humildade e boa-fé das pessoas em pró do ganho pessoal. No período da antiga Grécia os grandes filósofos já nos alertavam: “O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus.” – Platão.

Então vamos analisar a situação do Brasil;

Tudo aqui é difícil, se for abrir uma empresa, terá que enfrentar uma gama de burocracias, alvarás e licenciamentos. Se precisar de um atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde), precisará acordar de madrugada para fazer um cadastro, pegar uma senha, preencher fichas diversas para só assim, no período da tarde possa tentar conseguir um atendimento. Sempre com muita dificuldade.

Após tantos problemas, surge uma palavra que é mais do que conhecida por nós e que carece de entendimento por pessoas de países desenvolvidos. “Jeitinho”, quem não conhece ela, não é brasileiro! Basta fazer a gambiarra, pular a catraca, ter uma amiga no hospital para conseguir atendimento mais rápido, ter uma amiga na escola para conseguir aquela vaga para os filhos. Damos sempre um jeito.

Depois disso tudo o que recebemos como recompensa é a ampliação das desigualdades sociais, atingindo em cheio nossa constituição federal. O que de certa forma não é responsabilidade daqueles que estão no poder hoje; e sim dos cidadãos que na inércia observam sem reação e em suas vidas procuram o caminho fácil em vez de batalhar por um Brasil melhor.

ÉTICA, MORAL E CIDADANIA

“Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: quero? Devo? Posso? Nem tudo que eu quero eu posso, nem tudo que eu posso eu devo, e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.” – Mario Sergio Cortella.

Em momentos difíceis penso a respeito dessa fala de Cortella. A ética vai além daquilo que a gente vê para nós. Ela reflete como devemos seguir em sociedade, como identificar limites e saber qual é o momento de ceder. Como dizia um velho ditado: “Quando em Roma, faça como os romanos”.

A vida não é fácil, conviver é o maior de nossos desafios. Só sabendo os nossos limites, nossos deveres; e que poderemos recorrer aos nossos direitos. Uma mente que avança pela educação jamais retroage.

Nossos representantes também precisam dessa educação ética, carecem de educação política e de conhecimento integral de quais são suas funções como aqueles que representam a voz e o poder do povo. E nós como cidadãos, precisamos mudar a maneira como nos comportamos, mudar nosso jeito de pensar e sair de vez dessa cultura de submissão. E por fim, assumirmos uma postura de soberania e valores.

MORAL

Defino como a mais alta forma do respeito. Tudo que é feito de forma correta, pensando não somente em nós, mas sim em todos que estão a nossa volta, como seres humanos iguais em busca de um bem comum. Temos essa tendência latente dentro do nosso interior de ver na moral uma obrigação a ser seguida. Mas, que na prática é apenas uma determinação de nossa própria consciência. Cada um sabe o que faz, sabe os caminhos corretos, os caminhos de união. Se não seguem esses preceitos de harmonia, que repito, depende de cada um, recebem de volta o peso das próprias ações.

CIDADANIA

É a qualidade ou estado de cidadão. Ter e exercer a cidadania, cumprir com seus deveres, usufruindo dos direitos civis e políticos. Convivendo com preceitos de união entre o que chamamos de estado e sociedade.

E hoje o que necessitamos é de uma nova gama de cidadãos. Que precisam de educação política, necessitam participar da política e que conheçam o seu papel e compromisso, seguindo preceitos da ética e moral.

PODEMOS ACREDITAR NO FUTURO?

Apesar do que foi exposto aqui, mesmo com tantos escândalos, tantas falcatruas, lhes digo que sim, podemos acreditar no amanhã. Precisamos acreditar em nossa pátria e em nossas pessoas, acreditar que nem tudo é tão ruim como parece, acreditar que o poder público vai fazer. Que existe pessoas de bem, honradas, compromissadas, honestas e competentes. Pessoas que se preocupam com a população e que buscam um futuro melhor para todos.

Temos que acreditar que nem todos os nossos representantes são vagabundos e pilantras, que dentre os delegados, juízes e promotores do nosso país hajam os que são sérios em sua função e que não se deixam levar pela politicagem. Que o dinheiro público seja bem aplicado e destinado de forma eficiente. Lembrando que conforme disse Margaret Thatcher (ex. Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, 1979-1990). “Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos.”

Ou seja, vamos cuidar do que é nosso, acompanhar o desempenho de nossos parlamentares e de cobrar deles as ações e atitudes para as quais foram eleitos. Combater o desperdício de dinheiro “público” e juntos, batalhar por um futuro melhor para todos que aqui vivem e que estão para nascer.

Vamos cumprir nossos papéis, como pessoas de bem, como cidadãos. Pois temos a oportunidade de criar a partir de hoje, um Brasil melhor para todos.

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