Revista Statto

DIFÍCIL TERMINAR UM RELACIONAMENTO

18/02/2019 às 21h40

É sempre assim, o fim de um ciclo causa angústias, seja o término de um curso, um aniversário, a passagem de um ente querido, a mudança de um trabalho para outro, a despedida dos amigos, o final de um namoro… enfim, as perdas da vida nos colocam frente à nossa própria finitude.

Porém, uma das perdas mais significativas é o fim de um relacionamento, mesmo que não seja a melhor das relações, existem muitos receios de se romper um relacionamento amoroso.

Muitos casais, mantém por anos um relacionamento de aparência, pelo medo da solidão, ainda que estejam insatisfeitos com tal relação. Só o fato de pensar em ficarem sozinhos lhes causa um certo pânico, com isso muitas vezes se sujeitam e anulam suas vidas para não passar por essas sensações.

Acreditar que seu companheiro possa mudar com o passar do tempo, essa é a esperança de manter um relacionamento que já acabou faz tempo, porém a mudança é uma transição complexa, que exige aceitação e autocrítica, inteligência emocional, flexibilidade e coragem, o que muitas pessoas estão longe de alcançar.

Colocar o relacionamento como o centro de todas as ações da vida, como não fazer nada um sem o outro e, muito menos, desprendem um tempo para si próprios. Quando surge o pensamento “terminar o relacionamento”, encontram-se sozinhos e perdidos. Diante disso, percebem-se sem alternativas, já que a vida se restringiu somente à relação.

O fato de imaginar o seu parceiro com outro alguém e, que esse mesmo alguém, possa fazê-lo tão feliz tanto quanto você o fez, também causa receio, principalmente quando há possibilidade do término. O ego ferido leva tempo para digerir a situação.

Interessante seria se pensássemos na autenticidade do próprio ser, ou seja, fazer valer os valores pessoais e, principalmente, acreditar neles. Muitas pessoas se sujeitam a relacionamentos que não são saudáveis, por não confiarem em si próprios, por pensarem que não são tão bons para o estabelecimento de outros vínculos ou, simplesmente, que não são indivíduos interessantes. A vida é assim: uns vão, outros vêm, mas só os que estão dispostos permanecem.

 

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