Revista Statto

QUEM SABE VIRA LIVRO…

25/02/2021 às 13h46

Como é quando você conhece alguém?

Quando conhecemos alguém e temos interesse por essa pessoa é comum criarmos expectativas. Também é comum que oportunizemos momentos para conhecer mais e estar junto ao outro.

As expectativas em excesso criam ansiedades, mas um pouco de expectativa não é ruim, pois ela gera desejo e conexão.

Então, quando uma vida cruza com outra vida e quanto mais um conhece o outro, mais os dois crescem e fazem sentido juntos.

No decorrer dos momentos que estamos conhecendo alguém, são as atitudes, as palavras, o tempo de convivência, como somos reconhecidos, entre outros aspectos, que nos fazem querer ir ou ficar.

É raro iniciarmos qualquer interação sem sabermos onde queremos chegar. Mesmo que o lugar que a gente queira chegar seja lugar algum. Acontece. Cada pessoa vive em sua vida seus momentos, seus anseios e suas escolhas.

Aliás, meus quase quarenta e dois anos de vida me deram um pouco de experiência sobre como entender o ser humano (seja ele eu mesma, ou seja, ele o outro).

Fruto de cursos, leituras, formações, reflexões, conversas, observações e trabalho, esses quarenta e dois anos, que busco honrar e respeitar, me levaram a entender que nos relacionamos com os outros nos comportamos da mesma forma que compreendemos a vida.

Assim, percebemos que existem pessoas que se relacionam com outras buscando salvação, preencher seus vazios, não ficar sós, em busca de sexo, de dinheiro ou de status…

Enfim, nesses diferentes contextos existentes de como e por que as pessoas se relacionam, vamos observando dinâmicas muitas vezes confusas, que nos dão a ideia de que se relacionar com o outro é um processo complexo. Quando na realidade o que existe é um desencontro entre viver o amor e buscar aquilo que lhe serve em determinado momento.

Acredito que um dos fatores das relações amorosas serem vistas como difíceis é esse desencontro acima descrito.

No contexto da “modernidade líquida” de Baumann, faz sentido que as relações tenham se tornado, de forma geral, pequenos ensaios, uma folha mal preenchida, mas dificilmente, no corre-corre desenfreado dos aplicativos de relacionamento, um livro.

Acredito que as intenções importam muito nesse sentido.

Aplicativos de relacionamento existem muitos. Neles, as pessoas são muitas vezes tratadas como um cardápio.

E no meio de tantas opções, como escolher? O que escolher? Será que uma escolha é melhor ou me serve mais do que outra? Será que o visual apresentado no cardápio corresponde ao que é servido na realidade?

Nada mais líquido do que viver a vida de aplicativo em aplicativo. Mas, num mar de opções, será fácil ou mesmo possível transformar uma folha de cardápio em um lindo romance?

Ainda penso que depende mais de caráter, intenções, autoconhecimento (sempre) e valores que se correspondem.

Quando conhecemos alguém que faz sentido o tempo é criado, a atenção é direcionada e a busca por conexão flui.

Isso é o bastante para virar livro?

Não, mas certamente é o início de um capítulo. Um capítulo que nos permite sermos e nos sentirmos melhores conosco e com o outro; afinal seres humanos se constroem na alteridade, por mais que esse conceito seja esquecido vez ou outra.

Sendo assim, nada melhor do que nos descobrirmos, nos encontrarmos, crescermos, criarmos e nos sentirmos potencializados em uma relação na qual existe honestidade, confiança e eletricidade no toque, na palavra, no olhar e nos atos.

Quando isso acontece, mais do que um livro, a gente começa a pensar em uma trilogia ou, quem sabe, em uma super série de sucesso.

Desejo que esse texto faça sentido para você e que você esteja escrevendo um lindo livro em sua vida.

Um forte abraço, com carinho, Daniela.

#eudigosimparamim

#aprendaadizersimparavocê

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