Revista Statto

A inspiração de Drumond

18/11/2021 às 21h25

Neste texto, pretendo homenagear o escritor Carlos Drumond de Andrade, poeta de segunda geração modernista, a maior figura da ¨geração de 30¨. Embora tenha escrito ótimos contos e crônicas, Carlos Drumond se destacou como poeta.

A literatura tem muitas razões para homenageá-lo, uma delas o seu compromisso com a qualidade das palavras e com as temáticas pertinentes até os dias de hoje.

Lembro aqui seu livro: A Rosa do Povo, publicado em 1945 que traduz seu pensamento questionador. 

¨Uma flor nasce na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu¨.

A poesia de caráter social, assume nova dimensão. Condena a mecanização e desumanidade que o progresso provoca.

Ressaltou em seus textos, a escravidão urbana, a angústia e o medo que vive a sociedade. Foi saudosista e visionário ao mesmo tempo.

 Drumond permanece nos eventos literários, na roda de escritores e leitores, nas boas aulas de literatura.

Os textos clássicos: E agora José? ou Tinha uma pedra no meio do caminho, são os mais conhecidos, mas isso não é tudo. Há muito para se pesquisar sobre este autor e inúmeras rimas e simetrias para aprendermos de sua genialidade. 

Enfim, a cultura literária nos convida para uma reflexão e compromisso com a palavra viva de grandes escritores inspirados.

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