Revista Statto

SÓS

22/10/2019 às 14h35
Teenage boy lying down on bed sleepy nap and depression concept

Dedico estas palavras a quem a vida puniu ou brindou com sua solidão.

A quem optou, a quem não pediu, a quem não mereceu, a quem decidiu seguir só e em frente.

Dedico estas palavras as rosas não ofertadas, mas que sobreviveram.

Aos poemas não recitados, aos ecos não respondidos, e aos corações partidos ou afogados no vinho amargo da saudade.

As dores não sentidas, as que passaram e as que permanecem como uma ferida que não cicatriza.

Ou simplesmente as folhas ao vento que aproveitam o outono e vagam nas tardes e nas noites sem ter onde pousar, levados por uma brisa que não termina.

Dedico estas poucas linhas aos olhos secos de lágrimas, e as lembranças intermináveis.

As bocas sedentas de beijos, as esperanças que seguem, e ao lado vazio das camas onde parece ter alguém, que não está.

Dedico aos solitários anjos de asas alvas ou negras que vagam pelas eternas noites do dia.… dos “desnamorados.”

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