Revista Statto

FAZER O BEM!

17/12/2018 às 17h00

Essa é a época do ano em que as ações de caridade e de solidariedade se multiplicam, multidões de pessoas necessitadas se beneficiam disso. Mas não só elas, quem ajuda também se sente recompensada, porque todo movimento solidário é um caminho de duas vias. Fazer o bem sem olhar a quem, faz bem.

Você está com muita vontade de ajudar alguém? Uma instituição? Alguma causa? Mas não faz porque não sabe por onde começar? Calma, você não está sozinho. Nesta época de final de ano normalmente ficamos mais sensíveis e solidários. Qualquer campanha de Natal na TV já é suficiente para tocar o nosso coração e nos emocionar. Embora esse sentimento de solidariedade devesse permanecer o ano inteiro, esse é um bom momento para começar a se preocupar um pouco com quem está a nossa volta. Que tal se engajar em alguma causa? Você pode começar fazendo o Natal de alguém mais feliz.

Com esse propósito Maria Rita Beck de Moura, em 2010, reuniu 20 amigas em sua casa, com o propósito de fazer um happy hour, para conversar, trocar ideias, saborearem um delicioso espumante, e arrecadarem brinquedos para doação.

Começou assim uma ideia que ano após ano cresce mais e mais, ou seja, levar um pouco de amor, carinho e afeto através de brinquedos as crianças menos favorecidas.

Emocionada a idealizadora desse projeto nos recebeu em sua residência para falar e relembrar bons momentos vividos nesses oito anos.

Maria Rita Beck de Moura se formou em enfermagem pela FACEM. Hoje trabalha com pesquisa Médica, onde é coordenadora.

Ela nos conta muito feliz, que a ideia começou com 20 amigas e sempre foi realizado em sua residência, porém o evento tomou proporções maiores que o esperado, tendo inclusive a partir do ano passado que mudar de local, pois sua casa não comportava mais o elevado número de participantes, então, desde o ano de 2017, o evento acontece no Hotel Itaimbé.

A última festa que fez em sua casa, contou com mais de 100 amigas, e a cada ano aumenta mais. Gratificada e feliz nos diz que com esse aumento podem proporcionar um pouco de alegria as crianças menos favorecidas, pois como forma de “ingresso”, cada convidada, tem que trazer dois brinquedos novos, um para menino e outro para menina, destaca que as pessoas que participam da festa têm condições e assim, a qualidade dos brinquedos são melhores.

Criança se contenta com qualquer brinquedo, mas se tu chegar e entregar um brinquedo bem embalado, com papel colorido, a emoção e a felicidade será na mesma proporção, por isso sempre peço que tragam os presentes como se estivessem comprando para seus filhos, e todas abraçaram essa ideia.

Lembra, com lágrimas nos olhos, o quanto é gratificante ver a carinha da criança ao receber um presente de natal, que muitas vezes será o único que receberá, o sorriso e a felicidade ao abrir e se encantar com o que recebeu.

A festa em si, que ocorre no mês de dezembro, não é a finalidade principal, reunimos muitas mulheres com o objetivo de fazer o bem, mas é legal e superdivertido, pois muitas amigas e pessoas que eu não conhecia me abordam e parabenizam pela iniciativa e dizem que querem ajudar, doar algo, mas não sabem como fazer, então sei que este é o caminho certo.

Devido a mudança de local e o evento ter tomado proporções maiores, Rita buscou parceiros para a realização do evento, tendo inclusive grande receptividade com a proposta. E para que tudo ocorresse da melhor forma, nomeou uma comissão organizadora, integrada por Daniela Machado, Estela Batistela, Jucemara Dorneles, Luiza Juchem, Maristela Dilly, Silvia Vontobel e Tirza Angeli, que se uniram a esta causa e deixam a cada ano, a festa melhor.

A missão da comissão, além de organizar a festa é trazer novas amigas a cada ano, ou seja, muito mais crianças receberão um pouquinho de carinho através de um brinquedo e quem doa se sente também feliz.

Para realizar uma festa com essas proporções, além dos parceiros que doam parte da comida, das bebidas, do local, ainda assim tem um custo muito elevado, e a forma adotada para a cada ano aumentar mais e mais, são os patrocinadores, que doam valores, e assim podemos realizar um evento da magnitude que nos propomos.

A ideia inicial surgiu quando eu ainda era vice-presidente social do Avenida Tênis Clube, pois era competência do cargo exercido a organização e coordenação e com isso fui adquirindo experiência nessa área, mas o principal foi conhecer muitas pessoas e fornecedores.

Hoje conseguimos atingir um número cada vez maior de mulheres que estão dispostas a fazer o bem sem olhar a quem. Destaca que a festa é somente um canal que proporciona a cada uma fazer uma ação social, tão importante nos dias atuais, pois as desigualdades sociais são gigantescas e com um pouco de cada, não vamos mudar o mundo, mas com certeza faremos uma criança feliz, nem que seja por um dia.

Após a festa e arrecadação dos presentes, temos a entrega. Por 3 anos fizemos a entrega na escola Sinos de Belém, na Cohab Santa Marta. Depois por mais 3 anos doamos para a Associação comunitária da Vila Pércio Reis e no ano passado entregamos na sede SAEMA – Sociedade Assistencial e Educativa Mãe Admirável. Destacando que essa instituição desenvolve diversas oficinas, cita como exemplo: bordado, marcenaria, culinária, sempre com a comunidade local. É um lugar com toda infraestrutura onde podemos realizar uma festa e distribuir os brinquedos para as crianças previamente cadastradas pela instituição.

Nesses 08 anos de realização do evento, ela nos conta que foram realizadas mais ou menos 1.500 entregas de presentes, entre meninos e meninas, mas que o mais importante de tudo não é a quantidade, e sim, fazer ao menos uma criança feliz, já lhe bastaria.

Devido a falta de segurança que assola o pais, Maria Rita lembra que até mesmo para fazer um evento de cunho social é necessário haver segurança para todos os envolvidos, sendo necessário um local adequado, uma organização, e nos locais escolhidos, sempre tiveram isso, pois a comunidade se integra e abraça o evento, todos ajudando e proporcionando momentos ímpares para todos.

Nossa entrevistada nos conta, que tem toda uma preparação para esse dia, inclusive ela própria se veste de Papai Noel e junto com o Declero, seu marido e sua filha Giovana, separam, carregam e levam ao local de distribuição, pois sua família é muito parceira e sempre lhe deu muita força para continuar com esse evento.

Ressalta que no dia da entrega dos presentes, vão parceiros e amigas que levam doces, salgados, cachorros-quentes, refrigerantes, sucos, levando inclusive seus filhos para verem aprenderem e se sensibilizarem com o próximo. É lindo ver todas as crianças unidas, pois para eles não existem diferenças sociais, e logo em seguida estão brincando como se conhecessem há anos.

O desejo da Maria Rita, seria realizar a entrega no dia de Natal, mas devido as escolas já estarem fechadas e os parceiros que acompanham terem suas atividades, alguns em férias, se torna difícil. Mas já percebemos que estamos no caminho certo, pois a cada ano aumenta mais o número de participantes.

Fico muito feliz em ver que a ideia deu frutos e está dando certo, pois o que era para ser um simples happy hour entre amigas, se tornou num evento maravilhoso, reunindo mulheres alegres, bonitas e que se engajaram nessa causa tão bonita, que é ver uma criança sorrir.

Destaca, que se todas as pessoas doassem alguns minutos, uma hora, um momento de seu ano, para quem necessita, o mundo seria diferente. Não necessariamente doar bens materiais, basta um simples bom dia, boa tarde, para um estranho, seu porteiro, a pessoa que está na rua, varrendo a calçada, triste, um sorriso, uma palavra, muda a vida de alguém, isso pode ser desenvolvido o ano todo e não somente no Natal.

Para finalizar Maria Rita e sua comissão deixam a seguinte mensagem:

“É tão gratificante fazer o bem para alguém, sem olhar a quem, pois o simples sorriso estampado nos muitos rostinhos, ao receberem seus presentes, não tem preço, faz um bem para alma”.

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