Revista Statto

AFINAL, EXISTE TEMPO CERTO PARA DIZER EU TE AMO?

29/05/2020 às 14h12

Uma grande pergunta ecoa entre muitos recém casais: Quando é o momento certo para dizer o famoso “Eu te amo”?

Recentemente, estive na região serrana do RJ com um casal de amigos e, como de costume, entre um Gim-tônica e um petisco, rolou a velha história do “quem gostou primeiro”? Curioso que só eu, peguei minha taça e aguardei a resposta. Contrariando a minha expectativa de uma batalha, ela foi direta ao ponto: Então, eu pedi pra ele não dizer primeiro porque se eu não o amasse, iria ficar uma situação chata ali, logo, pedi para que ele aguardasse para que eu dissesse primeiro!

Se víssemos pela lógica, relacionamentos seriam situações fadadas a não darem certo por diversos problemas. Pedir para alguém segurar um sentimento por medo de não estar sentindo o mesmo é uma situação complicada para ambos os lados. O medo parece sempre estar por volta quando falamos de compartilhar dias de sorrisos, louças sujas ou, simplesmente, convidar a conhecer um amigo da pessoa. Nos arrepiamos que nem gatos, quando alguns passos a mais são dados sem o nosso controle. O “Eu te amo” parece que se tornou uma sentença para ambos, onde quem diz, está com a cabeça na guilhotina e o outro é o responsável pela execução. Ou mesmo, parece um portal para outra dimensão, onde você é obrigado a ficar com aquela pessoa para o resto da vida, sem a possibilidade de voltar atrás na decisão.

Mas então, em que momento, dizer “Eu te amo” seria bem assertivo e ideal?

Continuei a escutar as indagações e situações de dúvida em relação ao casal naquele domingo chuvoso em que cheguei à cidade para descansar um pouco do movimento corrido da metrópole. Mas eu amava estar ali vendo os dois rindo e, ao mesmo tempo, trocando olhares de “olha a besteira que você vai falar para ele”. Às vezes, não precisa dizer com todas as letras que ama a pessoa, já que isso é um Tabu da sociedade no início de um relacionamento. Quando duas pessoas se amam, a gente consegue ver por detalhes. O mínimo sorriso, a ligação no meio da tarde, aquele café quente quando você chega para encontrá-la, aquele abraço apertado que você não encontra por aí ou mesmo o simples “eu lembrei de você”.

Acho que, no momento em que falamos de relacionamentos, as regras podem ser flexíveis. Não existe uma receita de bolo para chegar ao final e dizer: Pronto, aqui está o “Eu te amo”.

É você notar, sentir e permitir.

Sabe quando o bolo começa a assar no forno e você sente o cheiro?

Não é um sinal e é bom?

E depois? O bolo não tem uma probabilidade de estar maravilhoso?

O Eu te amo vem dessa mesma forma: Depois que você entrou no relacionamento, de repente, o cheiro dele pode vir e, se você estiver preparada e quiser aproveitar, o próximo passo tende a ter um gosto incrível.

Mas, Raí, e se queimar? E se não for tão bom? E se.…?

Querida, a gente não tem controle de nada.

Se der ruim, faz outro.

A gente não pode é desistir de querer sentir o cheiro do amor.

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Rai Rocha

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