Revista Statto

EU AINDA QUERO ACREDITAR… AINDA QUERO SENTIR

21/01/2021 às 20h56

Olha, vou ser bem direta ok? Nem vou usar palavras fáceis, dessa vez vai ser diferente. Não importa o que você diz, o que fulano diz ou o que me disseram quase toda minha vida. Eu decreto que o amor ainda existe. Ele tem que existir. Eu sei que tem. Todos esses filmes não podem ser só uma ilusão, todas as letras de músicas, palavras em textos e poesias não podem ser só letras sem significado. Tem que ser mais que isso. Eu preciso de mais que isso, entende? É que eu sou assim. O mais. O que sobre, o que transborda e acumula de tanto que quer sentir. Desesperadamente. Eu anseio por isso. Choro por isso. Sonho com isso. E ainda assim não presenciei o amor de verdade. Ainda assim não senti o amor de verdade.

E eu entendo que esse tal sentimento não é mil maravilhas. Junto com ele também tem o risco da dor, mas para quem já sentiu tanto seu coração partir para mim isso é apenas uma coceirinha de nada. Se eu apenas fechar os olhos e me concentrar sei que posso imaginar cenas incríveis e tão vívidas que chegam perto de ser reais para mim. Ai não posso evitar meus olhos marejarem, meu coração apertar e eu me perguntar novamente ” Quando é que vou poder sentir isso“? Eu só não posso crer e nem muito menos aceitar que tudo está perdido como dizem. Não posso nem pensar na possibilidade de que qualquer outra coisa no mundo possa ser mais forte que o amor.

Não dá. Eu não me contento com isso. As pessoas buscam por coisas diferentes, sensações diferentes, mas nem sei mais se sabem o que é o amor. Eu, ao contrário imagino, me iludo tento tirar idéias de como é senti-lo através de momentos românticos em filmes, gestos intraduzíveis e sensações de tirar o fôlego quando ouço aquela melodia lenta no último volume. Eu quero continuar sentindo. Quero intensidade e não o vazio. Quero o cheio e não o raso. Talvez por isso eu ainda me sinta deslocada. Como se com vinte e poucos anos de vida ainda não tivesse me encontrado, como se estivesse à procura de algo que eu só vou saber quando encontrar.  Talvez seja por isso que quando eu ando pela rua, eu goste de observar.

Observar atentamente as pessoas ao meu redor, seus gestos, suas expressões e os nuances de humor que passam por suas faces. No meio de um mundo tecnológico onde nem mais se precisa flertar, eu me sinto a estranha. Ainda não encontrei alguém como eu e não posso me deixar convencer que eu talvez seja a única. Pessoas ficam presas a uma telinha de celular, olhando a vida de outras, admirando suas atividades, suas mentiras e ilusões se iludindo com falsas sensações enquanto esquecem de tocar na mão.

De trocar olhares profundos. De sorrir para outra pessoa. De sentir frio na barriga, faltar a respiração ou sentir o coração batendo demais. Se sentir preenchido e completo. Se sentir capaz de tudo. Não posso dizer que os pequenos gestos morreram. Não posso dizer que tudo isso morreu. Porque se isso tiver um fiapo de verdade, não me resta nada. Eu tenho pouco agora e estou com a esperança ao meu lado esperando não sei bem o que. Eu nem ao menos sei se vou ter a chance de descobrir o amor. De senti-lo e aproveita-lo. E eu quero tanto.

Quero mais talvez do que já quis qualquer coisa. Pode ser aquele fiapo de arrepio. Aquele sorriso trocado. Aquela troca de olhar. Pode ser algo pequeno, mas que seja verdadeiro. É só isso. Nem é tão complicado. Acabei usando palavras fofinhas. Talvez seja difícil ficar brava falando de amor.  Porque só coisas boas emanam dele. Então, eu ainda quero acreditar, ainda vou acreditar nele. Até que ele apareça ou desapareça de vez.

Compartilhe!
SOBRE O AUTOR
Cybelle Santos

Por

POSTS RELACIONADOS
COMENTÁRIOS

0 Comentários

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Seu e-mail não será publicado. Campos marcados com * são obrigatórios.

IMPORTANTE!
As informações recebidas e publicadas são de responsabilidade total de quem as enviou. Apenas publicamos as matérias e notas que as assessorias de imprensa nos passam. Qualquer problema, envie-nos e-mail relatando o ocorrido que transmitiremos aos devidos responsáveis.
desenvolvido porDue Propaganda