Revista Statto

AGROTÓXICOS O VENENO ESTÁ NA SUA VIDA

20/02/2019 às 19h07

O mundo é mesmo redondo! No passado havia o incentivo ao desmatamento para ampliar áreas cultiváveis, e assim aumentar a produção nas lavouras, não se importando com as suas consequências, gerando um círculo vicioso e infinito.

Com o passar dos anos, com a devastação e a alteração do ecossistema, solos degradados e muitos animais que realizavam esse equilíbrio entrou em extinção, enquanto outros (como lagartas, ratos e aves) se multiplicaram tanto que viraram pragas.

A cadeia alimentar ficou em desequilíbrio e a forma encontrada foi o uso de venenos, usados em profusão, seja para matar as pragas para garantir uma produção maior.

O resultado é que o produtor está vivacíssimo no uso de pesticidas, tanto que ficam muito mais inseguros com relação à colheita se não colocarem muito veneno.

As notícias, que nos chegam dia após dia são alarmantes, fugindo totalmente do controle da Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que periodicamente, realiza fiscalizações e publica uma nova lista de alimentos contaminados, que apresentam perigo se forem parar na nossa mesa, mas nem isso barra o uso indiscriminado dos agrotóxicos.

A Anvisa está aumentando a vigilância, só que, num país continental como o nosso, fica bem difícil saber a verdade sobre a origem dos alimentos. Alguns produtos já foram retirados do mercado e agricultores notificados, podendo perder o direito, de vender as suas hortaliças, caso seja constatado o excesso de agrotóxicos.

Por sermos um pais de fronteira muito grande, os agrotóxicos piratas circulam livremente, sem que os órgãos fiscalizadores através do seu quadro de colaboradores cada vez mais reduzidos possam fazer uma intervenção efetiva e eficaz.

Somos vítimas dia após dia de venenos que entram no nosso organismo, se depositam no sangue, provocando doenças gravíssimas, que podem nos levar muitos anos para apresentarem algum sintoma, por isso, muitos não acreditam nos riscos reais, não dando a devida atenção e os cuidados necessários.

Consumidores alarmados, se perguntam o que podem comer, assim como agricultores conscientes, que estão bastante assustados, pelos riscos de contraírem doenças graves, incluindo o câncer de próstata e de mama, impotência masculina e infertilidade feminina, como já está atestado em algumas regiões, como a região sul e o centro-oeste.

No Mato Grosso, foi publicado um estudo com mães agricultoras, em período de amamentação, e ficou constatado que o leite dessas mulheres estava contaminado com até cinco tipos diferentes de agrotóxicos. O agricultor corre um risco maior, por que estão mais expostos, inalando e manipulando esses venenos.

Saiba que a limpeza não retira agrotóxicos dos alimentos, este já FAZ PARTE DE SEU DNA, pois, cresceu junto com eles. É ilusão pensar que lavar os alimentos antes de usar, ou deixá-las por 15 minutos (alguns deixam até duas horas) imersos em solução de vinagre ou água sanitária, vá retirar os venenos.

Lavar retira tão-somente as bactérias que se agregam durante o manuseio, na colheita, transporte até a compra.

O que fazer? Boa pergunta, pois, necessitamos de frutas, verduras e legumes para manter a nossa saúde. Não dá para de deixar de consumi-los, até porque os alimentos industrializados podem ser ainda mais danosos a nossa saúde.

Os produtos de origem orgânicas, são bem mais caros e, mesmo assim, nem tudo o que está sendo vendido como orgânico realmente o é.

Assim podemos seguir alguns passos que possam ao menos minimizar os efeitos nocivos para a nossa saúde:

1 — Procure ao menos saber a origem dos alimentos que você adquire, compre produtos orgânicos em locais seguros;

2 — Evite ingeri-los crus embora seja pequeno o percentual de agrotóxico eliminado ao cozinhar, mas é um começo;

3 — Não tenha medo de perguntar ao feirante, produtor a origem do que está levando para a sua mesa. Use os seus direitos de consumidor.

4 — Procure desenvolver uma horta caseira, é possível até em apartamentos e em locais pequenos.

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