Revista Statto

O AGRONEGÓCIO É E CONTINUARÁ SENDO UM BOM NEGÓCIO

18/12/2018 às 10h47

Este segmento produtivo tem passado por significativas transformações de ordem econômica, cultural, social, tecnológica, ambiental e mercadológica que impactam o meio rural. Mecanismo como a inteligência estratégica tornou-se um grande aliado das empresas que atuam antes, dentro e depois da porteira, quando se pensa em planejamento de médio e longo prazo. Mas, nem sempre foi assim.

Numa breve análise das últimas décadas, o Brasil migrou da condição de importador de alimentos para a configuração de ser um dos grandes provedores de alimento para o mundo. Isso ocorreu porque foram verificados aumentos substanciais na produção e na produtividade agropecuárias.

Quando se trata da agricultura brasileira, até meados do século passado, esta atividade era extremamente rudimentar. Produtos como a soja, era uma curiosidade no Brasil, portanto, não possuía nenhuma expressão para o mercado interno e, menos ainda para o comércio internacional. Naquela época, menos de 2% das propriedades rurais contavam com máquinas agrícolas. Esta escassez de tecnologia trazia muito sofrimento aos produtores e trabalhadores do campo e pouco se sabia sobre solo, fertilizantes, criação de animais, em condições mais lucrativas para os produtores.

O resultado desta combinação se refletia em baixo rendimento por hectare e pouco volume de produção. Neste momento também, o País caminhava sob um forte movimento de industrialização, trazendo consigo o crescimento das cidades e por consequência o aumento da população urbana.

A partir da inserção da tecnologia voltada às atividades do campo este cenário mudou muito. Em pouco mais de 40 anos, o Brasil teve sua produtividade aumentada de 38 milhões de toneladas/ano para 236 milhões de toneladas/ano. Enquanto a produtividade aumentou em mais de 6 vezes a área utilizada para produzir apenas dobrou.

A atividade pecuária também recebeu incrementos de produção e de produtividade nesse período. O rebanho brasileiro de gado bovino mais do que dobrou, enquanto a área de pastagens teve pequeno avanço. Todo esse cenário conduziu o Brasil a uma condição muito importante no cenário mundial do abastecimento de alimentos. Hoje, é um dos principais players na produção e no comércio de carne bovina mundial, comercializando quase 2 milhões de toneladas de carne bovina vendida a outros países.

Outras atividades pecuárias como a avicultura e a suinocultura prosperaram muito. Com 12,9 milhões de toneladas exportadas consolida o Brasil como o maior exportador mundial de frango e com mais de 3,7 milhões de toneladas dá a condição de quarto maior produtor e exportador mundial de suínos.

Com essa evolução toda dos setores produtivos, também ganharam importância no cenário nacional as atividades ligadas à produção de insumos, processamento e distribuição. Assim, o agronegócio destaca-se como uma das principais alavancas da economia brasileira, visto que em 2017 o agronegócio foi responsável por gerar mais que 23% do PIB do País e foi responsável por mais de 46% do valor das exportações. Também, no que se refere à geração de empregos relacionados ao agronegócio, somente a agroindústria e serviços relacionados empregaram em 2017, 4,12 milhões e 5,67 milhões de pessoas respectivamente.

Como a cultura da soja continua sendo o principal expoente brasileiro e também gaúcho é importante ao produtor rural ficar atento às inúmeras pesquisas relacionadas ao cultivo. Há muita tecnologia difundida capaz de melhorar a produtividade e, por consequência, a rentabilidade deste produto. A mecanização, as tecnologias de precisão e as técnicas de melhoramento de cultivares que se adequam às condições de solo e clima, tornando a soja mais resistente constituem-se nos principais fatores de sucesso.

Por outro lado, tecnologias relacionadas à correção e adubação de solos, delineando estratégias para otimizar o uso de corretivos e de fertilizantes têm contribuído para o crescimento da produtividade no campo. O fator “fertilizantes”, segundo pesquisa da Embrapa os fertilizantes são responsáveis pelo incremento de cerca de 40% na oferta de alimentos no mundo.

Assim, como a expectativa é que a população mundial atinja 8,5 bilhões de pessoas em 2030, o que corresponde num aumento de mais de 16% que em 2017. Há algumas projeções indicando forte expansão da classe média na população mundial e, isto infere aumento de renda, que implica em mudanças nos padrões de consumo resultando na expansão da demanda por carne, frutas e vegetais.

Especialmente a produção de soja deverá crescer no contexto mundial e nacional. Estima-se que em menos de 10 anos o Brasil produza acima de 290 milhões de toneladas de grãos e mais de 34 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango.

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