Revista Statto

DICAS PARA PROCESSO SELETIVO

14/05/2021 às 16h05

A vida não aceita dublê.

Se a vida exige realidade, não terceirize seus insucessos, seja autor de sua própria história reunindo forças e competência estratégica para ter o que testemunhar quando precisar se apoiar em suas conquistas.

Mas por que estou fazendo tal menção? O que isso tem a ver com processo de seleção?

Se você já participou de processos seletivos  fazendo teste de grafologia, respondendo questionários de aptidão vocacional, simulando vender um produto para o entrevistador, respondendo perguntas do tipo: Diga uma virtude e um defeito em você, certamente deve ter feito na escola provas em mimeógrafos, operado telex, enviado telegramas, tirado fotos com máquinas polaroide, curtido músicas com fundo musical de pipocas em discos vinil acompanhado daquela cerveja Malt 90, em fim no contexto da existência nos últimos 50 anos, avançamos 3 séculos, sendo que 90% desse avanço ocorreu nos últimos 15 anos.

Por isso não é recomendável se prender a suas experiências profissionais como âncora argumentativa em uma entrevista de trabalho.  Hoje a referência central para um entrevistador se divide em 2 pontos: avaliar a elasticidade de adaptação do candidato, ou seja, um fácil enquadramento ao sistema operacional e político da empresa, assim como também a capacidade da gestão da inteligência emocional, pois existem inúmeros profissionais com larga experiência, cheios de formações, cursos e capacitações, porém sem a menor habilidade em influenciar pessoas, por isso segue algumas dicas para reflexão e de como aplica-las em processos seletivos.

  • Quem fala muito pensa pouco, isso pressupõe objetividade nas respostas sem fugir do contexto questionado.  É importante entender a intenção da pergunta feita pelo entrevistador, ela fala mais alto que as palavras e podem estar escondendo armadilhas.  Se não alcançou entendimento da pergunta, peça com gentileza para repetir a indagação, isso contará ponto favorável, pois o entrevistador entenderá que você está atento ao que está por traz das palavras.
  • Não potencialize excessivamente seus cursos e formações, pois seu dialeto e pronúncia são mais relevantes para que o entrevistador identifique em você o nível de sua performance intelectual na prática.
  • Não faça de sua larga experiência um diferencial, com já mencionado, mais vale a capacidade de adaptação as mudanças e aplicabilidade da gestão emocional, que 30 anos de experiência.
  • Atualmente a grande parte das contratações ocorrem via indicação de pessoas estratégicas, principalmente em empresas de médio e pequeno porte, por isso é importante superar essas fortalezas concorrentes, mostrando a pluralidade de seu conhecimento na área a que está se candidatando.  Interessante se mostrar aberto ao novo, apresentar possibilidades, não ser defensor de uma única razão.  Isso desperta o carisma do entrevistador o que pode lhe colocar em igualdade com o candidato indicado. Palavra-chave “Surpreender”.
  • Se você possui mais de uma formação, assim como cursos de especialização ou correlatos, é de bom senso observar se o perfil do entrevistador ver isso com bons olhos, pois o fato de você academicamente estar acima da média pode ser um fator negativo na ocasião em que tratará do salário.  Já ouvi muito, o entrevistador me falar que eu tenho um patamar diferenciado e que seu salário não está compatível com meu nível, isso ainda o levou a afirmar que eu poderia estar fazendo da empresa dele um trampolim até encontrar outra oportunidade melhor.  Um absurdo, mas não foi um fato isolado. 
  • Procure antes de iniciar o processo seletivo, buscar o máximo de informações sobre a empresa, consultar site e pessoas que conheçam a organização para lhe nortear sobre a condução de sua postura argumentativa na entrevista em relação à política, idoneidade, estrutura, relação social, colaboradores e fornecedores.  A antecipação do conhecimento mínimo básico pode ser considerada um sutil diferencial que pode ser decisivo.
  • Muita cautela com os conteúdos nutridos nas redes sociais, pois as empresas se utilizam muito desse recurso para se antecipar ao conhecimento sobre o candidato.  Hábitos, vestes, companhias, locais que frequenta, gestos, piadas, ostentações, lazer, preferências, crenças, escritas, imagens, enfim, nisso se traduz muito dos valores pessoais que estão intrinsecamente ligados ao profissional candidato.

Espero ter ajudado a leva-los a reflexão de que em um processo seletivo nada se referência aos padrões de épocas passadas, pois a única certeza que paira sobre as pessoas é que tudo e todos são definitivamente provisórios.  Nosso maior desafio e estender nossa permanência até onde a capacidade de adaptação permitir.

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