Revista Statto

Competitividade

31/10/2018 às 11h23

Em tempos tidos como difíceis no que tange a negócios, uma única alternativa resta para as empresas conseguirem prosperar: ser competitiva. No entanto, o que se impõe como grande dilema é como possuir uma diferenciação capaz de tornar cada negócio único e, assim, garantir sua prosperidade. Alguns aspectos são essenciais e, o um deles é ser reconhecido.

Sendo a empresa amplamente reconhecida por consumidores, concorrentes, parceiros e pela comunidade em geral, não há dúvida que isso pode trazer enorme vantagem competitiva para o negócio. Porém, esse reconhecimento precisa ser positivo, ou seja, as referências precisam ser inquestionavelmente favoráveis, caso existam presenças negativas apenas haverá o aceleramento do processo falimentar da empresa.

Ser o melhor naquilo que se propõe a fazer torna-se o único caminho viável para a obtenção do desejado reconhecimento. Ser o melhor significa que a empresa tem em suas estratégias, seus processos, seu foco e seus relacionamentos alinhados, a partir do comprometimento de todos com o próprio negócio e o total engajamento da empresa com o cliente.

Cliente satisfeito significa lucro, que por sua vez é garantia de autonomia para o negócio e capacidade de realização ao empresário e aos colaboradores. Hoje, é comum haver uma sensação de completo descompasso entre o que o cliente espera e o verdadeiro know how da empresa, e ainda, o papel das pessoas da empresa que deveriam promover esta aproximação. A questão toda se resume a falta de clareza do propósito de parte da empresa e da falta de acolhimento percebido pelo cliente.

Com essa dissonância, não há como se estabelecer a competitividade. A vivência de mais de 25 anos de mercado, dos quais ao menos 20 anos especialmente dedicados à Santa Maria e Região Centro Oeste do Estado do Rio Grande do Sul, permitiu a realização de um belo mapeamento dos principais fatores que impactam na obtenção ou não da competitividade das empresas desta macrorregião. Dois fatores destacam-se entre os demais: atendimento deficiente e negligência no planejamento.
Partindo do pressuposto que a essência de uma empresa é a sua capacidade de produzir serviço, pode-se inferir que tudo nela precisa ser construído sob esta ótica. E, nem sempre é o que ocorre. Muitas empresas acreditam tanto naquilo que supostamente sabem fazer, operar ou realizar que esquecem que cada cliente é um cliente, individualizá-lo e promover interação única com cada um é fundamental.

Por outro lado, conhecer a técnica de produção de modo simples, com o mínimo de meios com máximo de economia, de modo funcional, inovador e colocar ao dispor do cliente, para que este se sinta bem servido e convicto que pagou e recebeu vantagem pelo que adquiriu. Assim, finalizo utilizando Carl Jung para afirmar que conhecer todas as teorias e dominar todas as técnicas é essencial quando se trata do negócio, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana, quando se trata das relações com clientes, colaboradores e parceiros.

 

Compartilhe!