Revista Statto

ACORDA MERCADO SEGUNDA

02/12/2019 às 11h39

Na sexta-feira o Ibovespa fechou praticamente de lado, com um leve recuo de 0,05%, aos 108.233 pontos. O volume financeiro foi de R$ 14,1 bilhões, a baixa liquidez foi por conta do mercado norte-americano fechando mais cedo as bolsas.

Essa pequena baixa não foi suficiente para apagar a terceira alta consecutiva da bolsa, que garantiu um fechamento positivo de 0,95% em novembro. Em outubro a alta foi de 2,36% e em setembro subiu 3,57%. No ano, o Ibovespa acumula alta de 23,15%.

No mercado externo, o mercado aguarda apreensivo o fechamento da fase 1 do acordo comercial entre EUA e China. Ainda não se sabe o que está travando esse acordo, são duas hipóteses fortes, pelo lado da China. A primeira é que a China pausou as negociações por conta da irritação com os EUA, como forma de retaliação após apoiarem os manifestantes em Hong Kong. A segunda, também bastante comentada, é que os chineses defendem a suspensão das tarifas já existentes, com Trump sendo contra.

Aqui no Brasil, o mercado só comenta do dólar, já que as reformas emperraram. Guedes assumiu que o adiamento da reforma administrativa para o próximo ano partiu de Bolsonaro, já que por conta da soltura de Lula e dos protestos pela América Latina, poderia gerar um cenário de protestos por aqui, por isso ele não considerou o timing bom para fazer essa reforma, já que irá mexer bastante com o setor público.

Nessa semana, chamará a atenção o PIB do terceiro trimestre que saíra amanhã, a produção industrial de outubro na quarta e o IPCA fechado de novembro na sexta. Esses indicadores, juntamente com o dólar podem pesar na decisão do Copom que será na quarta-feira da próxima semana, no dia 11. Tudo ainda indica que o corte será de 0,50 ponto percentual, mas dependendo do avanço do dólar, esse corte pode ser de apenas 0,25.

Com o Ibovespa em alta no mês, 45 das 68 ações do índice fecharam positivas em novembro.

Na sexta as ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,28%, juntamente com a forte queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,77%, por conta das incertezas do acordo comercial entre China e EUA. Notícias positivas sobre o acordo causam uma alta no preço das commodities, já que tendem a aumentar o consumo, todos ganham. Já notícias negativas derrubam os preços das commodities, já que a guerra comercial entre China e EUA afetam o PIB Global.

No mês, as ações da Petrobrás recuaram 3,54% e da Vale subiram 5,89%.

Os bancos voltaram a subir, após perdas recentes por conta do limite colocado para o juro do cheque especial. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,48% sexta, porém no mês caiu 5,06%. Do Itaú (ITUB4) subiram 0,57% sexta e caíram 3,92% em novembro. Santander (SANB11) subiram 0,18% sexta e recuaram 6,29% no mês. Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,44% na sexta, e fecharam levemente positivo em novembro, com alta de 0,08%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,80% sexta, porém despencaram 12,42% em novembro.

Na sexta, as maiores altas foram de Weg (WEGE3) subindo 3,36%, Via Varejo (VVAR3) que foi a grande estrela do Black Friday, subindo 2,56% e do BTG Pactual (BPAC11) subindo 2,55%.

No mês, o ranking ficou com Gerdau (GGBR4) em primeiro, com alta acumulada de 26,93%, seguido pela Metalúrgica Gerdau (GOAU4) subindo 24,37% e Weg (WEGE3) subindo 19,29%.

As maiores baixas de sexta foram de Tim (TIMP3) caindo 2,72%, Ecorodovias (ECOR3) caindo 2,17% e CCR (CCRO3) caindo 1,77%.

No mês, os piores do índice foram CVC (CVCB3) caindo 21,65%, Eletrobrás PNB (ELET6) caindo 12,34% e Eletrobrás ON (ELET3) caindo 11,96%.

As oscilações do mercado de câmbio ao longo da semana passada ainda mantêm o investidor em alerta. O dólar comercial até se afastou da máxima, mas anotou uma alta de 5,73% contra o real no acumulado de novembro, aos R$ 4,24. A pressão desse movimento sobre as ações acontece porque, embora o estrangeiro ganhe poder de compra com a desvalorização cambial no Brasil, ele perde interesse em se expor ao risco com o crescimento da instabilidade.

Depois de quatro intervenções do Banco Central no câmbio na semana passada, a moeda americana até se estabilizou abaixo da cotação de R$ 4,27, atingida no momento mais agudo de aversão ao risco. Na sexta, o dólar subiu 0,60% e fechou aos R$ 4,24, já o euro caiu 0,06% e fechou aos R$ 4,66.

Os DIs fecharam em alta no curto prazo, com as incertezas na magnitude dos próximos cortes nas taxas de juros pelo Copom. Já no longo prazo, as taxas recuaram, corrigindo um movimento de forte alta na semana, por conta da alta do dólar. O DI jan 2021 subiu de 4,69% para 4,70%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,54% para 6,52%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas nominais e reais recuaram. Destaque para a NTN-B 2026 caindo de IPCA +2,75% para IPCA +2,70% e para a LTN 2022 caindo de 5,37% para 5,30%.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam em queda na sexta-feira, com o mercado apreensivo com as retaliações chinesas em relação ao apoio norte-americano aos manifestantes em Hong Kong. Inclusive, um Comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que haverá retaliações.

Na sexta o Dow Jones caiu 0,40%, o S&P 500 recuou 0,40% e o Nasdaq caiu 0,46%. No entanto, o mês foi bastante positivo, sendo o melhor desde junho, com as bolsas atingindo novas máximas históricas. No mês o Dow Jones subiu 2,47%, o S&P 500 subiu 2,42% e o Nasdaq subiu 3,33%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 1,59% para 1,57%, enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,77% para 1,84%. No mercado futuro, as bolsas estão operando em alta por lá, destaque para o Dow Jones futuro subindo 0,23%

Indo para a Europa, as bolsas abriram em direções mistas, com a Euro Stoxx recuando 0,06%, Frankfurt subindo 0,08%, Paris recuando 0,24% e Londres subindo 0,08%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 1,01%, Hong Kong subindo 0,37%, Xangai subindo 0,13% e Seul subindo 0,19%.

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