Revista Statto

INFLAÇÃO: A QUESTÃO INVISÍVEL NO MERCADO

31/12/2021 às 17h01

Embora a inflação seja invisível porque está intrínseca contida nos preços de mercadorias e serviços, sua questão é mais prejudicial para andamento de negócios e possibilita crises menores em diversas localidades podendo até se aprofundar em uma cidade com mais força de recursos como São Paulo. Há alguns riscos que podem desacelerar o desenvolvimento, como no Rio de Janeiro o risco político, ou em Brasília o risco jurídico, estão nos controles de gestão somados às invariáveis de mercados as questões que o investidor e, para o bolso, o investidor precisam se preocupar, todavia o que quebra a cabeça de ambos e pode quebrar um país está na inflação; este uma questão invisível no mercado que não pode ser tocada nem vista, mas pode ser sentida e sofrida.

O Brasil passa por uma crise econômica e de consumo acompanhando boa parte do globo por conta das medidas governamentais contra o Covid-19 e a incerteza sobre funcionamentos. Em maio de 2021, o Brasil ocupava o centro do mundo com diferença de inflação em 6,2% nos últimos doze meses: em maio de 2020 era de 1,9% e em maio de 2021 era 8,2%, em termos absolutos a terceira do mundo perdendo para a Argentina (48,8%) e a Turquia (16,6%).

Um dos motivos nesses períodos estava na recuperação econômica principalmente pelos estímulos econômicos, travamento de preços, também instabilidade econômica e muita especulação sobre cenários possíveis que geravam desconfiança sobre investidores. Se comparar o Brasil com o mundo entende-se parte do problema: em maio de 2020 a média de inflação no mundo era de 3,8%, ou seja, o Brasil passava por início de medidas que não causavam impactos imediatos, ainda que estudos sobre negócios fossem prejudicados enquanto migravam para o digital, investidores não sabiam quanto iria durar esses fechamentos.

Para maio de 2021, com a inflação atingindo 6,1%, o país já encontra-se com os problemas ocasionados pela falta de apetite ao risco e descontrole do consumo, principalmente com alimentos e na falta de estratégia para lidar com a inflação em outros setores como o de combustíveis, enquanto o câmbio avançava e tornava-se oneroso. Os preços no exterior acompanharam o mercado doméstico. Acima das expectativas, o PIB cresceu com essa recuperação em outro contraste enquanto a vacinação avançava com o bom desempenho de doses, principalmente com índices recordes de vacinas. Para isso, investidores sinalizavam com o avanço do Ibovespa pelo menos até fevereiro, quando começou a desconfiar de medidas e diálogos sobre o andamento para 2021.

Commodities são especificidades que vigoram para novos negócios na pandemia provocada pela Covid-19, e tiveram fortes impactos inflacionários para populações. Em tempos de crise, é comum investimentos centralizarem-se para proteger-se da inflação seja do consumo, de algum setor específico ou geral medido pelo IBGE pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), hoje a 10,74% passando também dos dois dígitos em 2015 e em 2002, chegando mais de 9% em 2003; mas não pense que é um fator isolado do Brasil provocado pelo consumo e alguns atributos por alimentos e produtos, ou mesmo pela demanda, nos Estados Unidos que a inflação, o PCE (Core Personal Consumption Expenditure Price Index) ou Índice de Preços de Gastos com Consumo medida pelo U.S. Department of Commerce, alcançou 6,8% em novembro e, segundo o Wall Street Journal, a inflação mais alta desde 1982.

Dados revelam que os principais indicadores que puxam-na para cima são energia, combustíveis, automação, alimentos e habitação são alguns exemplos. E nessa conjectura a qual mostramos um comparativo direto entende-se como uma crise global a passos justapostos pela complexidade da confiança de investimentos, setores e a liberação gradativa de comércio e serviços, conforme avanço da vacinação em alguns lugares, mas com variantes, governos tentam controlar com restrições diferenciadas de horários, o que também provoca uma redução de consumo, mas não é a primeira vez que se sofre uma inflação. Apesar dessa ser aguda por conta de auxílios governamentais para lidar com a situação de não funcionamento, muitos negócios sofrem dificuldade em funcionar ou mesmo retomar vendas. Alguns por falta de materiais como os setores da construção civil e do transporte, outros mais delicados por crise energéticas aumentando o valor pago pelos consumidores.

Alguns economistas e especialistas do mercado acreditam que 2022 será um ano com uma retomada menos segura, diferente da relata aqui de 2021. Enquanto a retomada de 2021 era de crescimento da riqueza do país vista pelo PIB – Produto Interno Bruto, a estimativa é para crescimento é para 2,8% em 2021, alguns fatores possibilitaram uma melhor performance como o andamento de reformas importantes, previsão de crescimento do PIB em 4,58% segundo o Banco Central do Brasil, redução da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) representará 80,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), 58,3% do PIB segundo o Tesouro Nacional; ainda assim, a economia per capita o deixa na posição #105 com US$6.796,85 (2020), segundo o World Bank. Em 2022, o PIB tem tendência de 1,1%, leve redução da Dívida Bruta e Líquida, redução forte da inflação para 2022 a 5,02% , dólar hoje a R$5,67 projetado para 2022 em R$5,20, aumento gradativo da taxa Selic hoje a 9,25% projetado para 11,50% para o ano seguinte e ainda sinais controversos por conta do ano eleitoral e das expectativas com os cenários eleitorais sempre em observação quanto a risco, interesses de negócios e positividade para investidores estrangeiros, principalmente sobre a continuidade de medidas restritivas, máscaras, vacinas e reformas.

Conclui-se a ideia da inflação e desempenho internacional que possuem impacto no mercado financeiro diretamente mesmo sendo invisível e que podem influenciar o consumo das famílias, excluindo a inflação (PCE) do nível americano alimentos e energia, definindo um horizonte que influencia como destinará investimentos para curto e médio prazo, pois no mercado brasileiro considera-se meios diferentes e também para outros fins. Usado como proteção para investimentos em tempos de crise, o IPCA é uma medida para proteção de uma carteira de investimentos, todavia deve ser usada como comparativo para outras formas de investir como os Fundos de Investimentos em Ações e as próprias ações, possuem enquanto os fundos são gerenciados para acompanhar determinada política e diversificação seja atrelado a um conjunto de empresas ou setor, as empresas podem sofrer diretamente sobre a influência da inflação, consumo, fechamento de comércio e serviços (medida governamental), insegurança jurídica, risco país, etc. Para isso, a orientação é realizar comparativos sobre outros cenários principalmente se há algum parecer de analistas e do mercado já prevendo o evento futuro. O investidor ou mesmo consumidor que entender o que está por vir, seja identificando um problema-chave ou oportunidade tanto na alta e na baixa do mercado, estará a um passo de driblar esse momento.

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