Revista Statto

Os dez motivos que quebram as empresas

28/02/2019 às 17h05

O fator crise econômica ainda é o principal motivo pelo fechamento de empresas. A queda da atividade econômica resulta em problemas nas empresas e com isso, aumentam as demandas por reestruturações. Um bom termômetro para entender esse momento é a crescente busca pela recuperação judicial por parte das empresas. De acordo com os dados do Serasa Experian, em 2010, foram requeridas 475 recuperações judiciais no Brasil. Em 2016, o total chegou a 1.863, num salto de 292%. No ano de 2017, o número caiu alcançando 1.420 casos. Infelizmente nem todas as empresas que tentam a recuperação judicial tem sucesso. Um estudo da mesma Serasa Experian, divulgado em 2016, acompanhou 3.522 empresas que entraram com processo desse tipo na justiça entre junho de 2005, o início da vigência da nova lei da recuperação judicial, e dezembro de 2014. Desse total, apenas 23% voltaram a ativa. O restante faliu.

Segundo levantamento da revista do Jornal Valor Econômico, temos hoje dez situações que levam uma empresa a uma recuperação judicial. A primeira refere-se ao caixa fraco, ou seja, a baixa significativa das vendas. A medida que as vendas caem, a empresa perde a capacidade de se manter, investir e de remunerar acionistas.  A segunda é a ausência de dados numéricos, com números estando errados, as previsões tendem a estar erradas, indicadores de desemprenho são fundamentais para um bom planejamento. A terceira indicada pela revista é sonhar errado, no sentido de ter a empresa comprometida por investimentos feitos na hora errada. A quarta refere-se a miopia de estratégia, ou seja, empresas que em condições desfavoráveis no mercado querem competir por custos com indústrias chinesas, por exemplo. O quinto apontamento é a falta de ambição, principalmente na sucessão de empresas familiares como sinal do início do declínio de um negócio. A sexta situação trata da defasagem tecnológica, um risco permanente para as empresas. A sétima, na minha opinião a mais importante, refere-se ao sentimento da negação, quando surge os primeiros problemas no balanço, os empresários ou executivos tendem a negá-los, acreditando que tudo vai melhorar. O oitavo ponto é a protelação, ou seja, a demora em reagir. O tempo é fator decisivo neste momento, a perda de capacidade de gerar valor inviabiliza o negócio. A nona, a chamada bola de neve, quando a empresa perde folego, precisa de socorros crescentes, a dívida aumenta, assim como as exigências de garantia em novos empréstimos. Por fim, a décima situação do porquê as empresas chegam a recuperação judicial, a tenda de milagres, quando os empresários já fragilizados são seduzidos por promessas de descontos mirabolantes sobre as suas dívidas e a captação de dinheiro fácil, mas atenção isso nada mais é que uma miragem financeira.

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