Revista Statto

Biotérmica e CRVR projetam inauguração de duas novas usinas termelétricas para 2019

07/03/2019 às 14h31

As empresas gaúchas preveem investimento de R$ 40 milhões em energia limpa

Com a concessão da licença de instalação de duas novas usinas termelétricas dada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Rio Grande do Sul (FEPAM), CRVR e Biotérmica planejam inauguração para o próximo ano nas Unidades de Valorização Sustentável de Santa Maria e São Leopoldo.  Segundo o gerente operacional da Biotérmica, Tiago Silva, o planejado é que, em ambas a cidades, os sistemas de captação e queima do gás, e a geração de energia sejam inaugurados até o fim deste ano.

O gerente contou que os novos empreendimentos terão capacidade de gerar 52 MWh por ano. “Serão instaladas canalizações para captar o metano gerado no aterro, que irá até os motores para acionar os geradores. A capacidade inicial de ambas será de 1,42 Megawatts (MWh), o que poderia abastecer toda a iluminação pública dos municípios”. Tiago contou que a planta localizada na UVS de São Leopoldo já está quase pronta para funcionamento. “O equipamento tem tecnologia italiana e chegou de navio ao porto de Rio Grande em maio. Já estamos em fase final de estruturação”, explicou ele, contando que a planta permitirá que a UVS de São Leopoldo evite a emissão de 100 mil toneladas de CO2/ano, contribuindo na ação do efeito estufa. Além disto, a CRVR já tem projetos em análise na FEPAM para instalar também unidades da Biotérmica nos aterros de Giruá e Victor Graeff.

Investimento a longo prazo

Os projetos das novas unidades da Biotérmica fazem parte de um plano de investimentos entregue ao governo do estado Rio Grande do Sul, é o que conta o diretor de desenvolvimento de negócios da CRVR, Leomyr Girondi. “Em julho de 2018 entregamos ao governador um plano de 500 milhões de reais para o estado para os próximos 5 anos, contemplando um aporte para o desenvolvimento de novas tecnologias, entre elas as quatro novas unidades da usina termelétrica, que trarão novas soluções ambientais, além do desenvolvimento social e econômico para o RS”. De acordo com Girondi, os novos empreendimentos irão gerar novos empregos e aumentar o índice de retorno de impostos para os municípios com os tributos gerados pela venda da energia. “O nosso plano é tornar as unidades empreendimentos sustentáveis, com tecnologias ambientais que valorizem nossa matéria prima e agreguem valor, conhecimento e qualidade de vida às comunidades. Este é o nosso papel como empresa cidadã”, afirmou.

Com as novas unidades, as empresas gaúchas somarão três usinas de energia renovável no estado. A primeira está instalada no aterro sanitário de Minas do Leão e em operação desde 2015, e que está em processo de ampliação para 15 MWh. A Biotérmica faz parte do programa de mudanças climáticas dentro do âmbito do Protocolo de Quioto, que é controlado pela ONU.

Saiba mais acessando www.crvr.com.br ou www.biotermicaenergia.com.

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