Revista Statto

MEIO AMBIENTE PÓS PANDEMIA

15/07/2020 às 10h16

Em poucos meses, a pandemia mudou drasticamente hábitos e comportamentos por todo o mundo. Quem sabe, essa mudança seja o estopim, para darmos o primeiro passo, no caminho de uma transformação mais ampla, onde a sociedade mundial fique alerta e pressione seus governantes para que juntos possamos reverter o que for possível das danosas mudanças climáticas.

Ficou comprovado o alto poder de mobilização que o mundo apresentou durante a crise do Coronavírus, rapidamente foram organizadas quarentenas para milhões de pessoas, e redirecionando a produção e distribuição de bilhões de itens de saúde, para quem realmente estava precisando, portanto não deixem criarem mais desculpas para a falta de ações realmente efetivas em relação à emergência do clima.

Enquanto as medidas de quarentena têm sido excelentes para conter o espalhamento do vírus e para a saúde do planeta, o que acontecerá com os níveis de poluição uma vez que o surto passar e os voltar o aquecimento da economia?

Os especialistas temem que os níveis de produtos químicos tóxicos jogados no meio ambiente fiquem ainda mais altos do que antes da pandemia. Pois, é evidente que os países que detém as maiores produções, no retorno pós pandemia foquem exclusivamente em reiniciar suas economias, a custo das fontes energéticas naturais.

Isso não será novidade, já aconteceu em crises passadas, quando as grandes potências industriais fomentaram projetos de infraestrutura de larga escala, para um melhor escoamento de grandes produções, frente a grandes crises econômicas, como resultado, tivemos altas emissões de carbono e agentes poluentes a níveis alarmantes.

Temos que ter presente que a busca de um crescimento sustentável vale tanto para nações de “primeiro mundo” quanto para as de “terceiro mundo”: em busca da proteção do planeta e da nossa saúde, no mundo pós-pandemia, seremos todos “países em desenvolvimento”. Como sociedade nessa aldeia global, somos apenas tão fortes quanto o nosso elo mais fraco.

Assim, a crise climática não é um problema que em determinado momento será pontualmente resolvido; nem com um remédio ou uma vacina, como as epidemias, e nem com um acordo de paz, como as guerras e revoluções. As mudanças climáticas representam toda uma era, a próxima que a humanidade viverá (nossos filhos e netos).

É possível uma mudança de hábitos?

A chave para isso seria uma possível mudança de comportamento dos consumidores, como resultado do impacto econômico da crise ou do aumento da conscientização pelos danos das emissões.

A crise também tem o potencial de mudar o comportamento e os hábitos de consumo das pessoas a longo prazo, fazendo-as pensar duas vezes antes adquirir produtos muitas vezes supérfluos, com essa conscientização, estaremos freando os níveis alarmantes de poluição no meio ambiente e quem sabe impedindo que voltem a subir, mais rapidamente do que o normal.

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