Revista Statto

VOCÊ TEM PARTICIPADO DA VIDA DOS SEUS FILHOS?

11/10/2020 às 17h52

Você está presente na vida dos seus filhos? Estar presente não é apenas estar na mesma casa ou no mesmo cômodo, é muito mais que isso, é conseguir dar uma pausa em tudo e se permitir um encontro mais profundo entre você e a(s) criança(s) e desenvolver alguma atividade juntos de forma integral, leitura, filme, em que exista uma conexão, e que nenhum celular ou outro meio de dispersão atrapalhe este momento.

O momento pais e filhos não precisa durar um dia todo, mas mesmo sendo por pouco tempo é importante ter qualidade, a criança entende, percebe quando um adulto está com má vontade, disperso, estar por estar ao seu lado, ela sente que qualquer coisa é mais importante do que ela, a criança percebe a ausência facilmente.

Veja alguns sinônimos da palavra participar: envolver-se, estar, colaborar, cooperar.

A vida, mesmo antes da pandemia, sempre foi agitada e cheia de compromissos, de coisas a fazer, trabalho, casa, etc. Você está dando atenção de fato as pessoas, as crianças, aos seus filhos? Ou é mais fácil deixar eles em frente a tv, no celular ou jogando videogame?

E hoje principalmente os jogos eletrônicos interativos são muito atraentes e conquistam a atenção e estímulo das crianças, jogos que são feitos para isso, roubar totalmente a atenção e concentração delas.  E a pandemia só intensificou mais isso!

A pandemia nos impôs o trabalho online e o acúmulo de funções em casa, as crianças ficaram ociosas, saiba que a ociosidade virou algo que todos têm horror. As crianças não sabem lidar, elas são movidas a estímulos o tempo todo, e ficar sem algo a fazer é entendido por elas como ruim, e os jogos eletrônicos se tornam os “queridinhos” neste contexto. Pode ser muito importante para as crianças ter pausas, ter menos estímulos.

Mesmo vivendo todos em um panorama de dúvidas, incertezas e até tensões, é praticamente unânime a adesão dos pais e das crianças a estes jogos, que na maioria das vezes proporcionam grandes disputas com recompensas, violência, armas, e as crianças vão se transformando diante da tela, os amigos do outro lado se tornam praticamente inimigos que tem que combater e se defender o tempo todo.

Com linguagem própria do jogo, e uma fala cheia de gírias e vocabulário agressivo e próprio do jogo, vemos as crianças se transfigurarem em personagens agressivos, raivosos, estranhos e se os pais estipulam horários para término, sempre há revolta quando acaba o tempo, e querem sempre mais, e ganhar o tempo todo, quando isso não ocorre sentem-se raiventos e até agressivos.

Saiba que mesmo uma criança de comportamento mais tranquilo se transforma, e muitos pais começam a achar normal, alegam que estamos em uma época pandêmica, dizem que é a única coisa que eles têm, alegam que assim eles têm contato com os amigos. Mas não é bem assim…. Não é a única opção não, muitas vezes é a mais fácil, e educação de verdade nunca é mais fácil, dá trabalho, é cansativo, mas é fundamental.

Dizer “não” se torna um desafio, pois os pais que começam a proibir, a dizer não, o filho briga, diz que eles estão sendo ruins, maus, porque praticamente todos os pais deixam o tempo todo os filhos lá nos joguinhos, sem nem conseguirem ver se o jogo compete para a idade daquela criança! Há pais que nem refletem sobre o porquê que tantos jogos são lançados. Jogos violentos que estimulam a raiva, a competição desenfreada e toda alteração de comportamento, que muitos pais nem percebem, e mal sabem em qual país estes jogos são fabricados…

É importante ao menos refletir, o que estamos vivendo, o que queremos para a vida, para a vida do nosso filho, daquela criança que um dia será um adulto? Muitos querem a paz, o amor, a concórdia, a amizade, e estimulam esta situação desde muito cedo nos pequenos, existem pesquisas que falam sobre danos cognitivos, neurológicos, por isso é importante pesquisar. A permissão dos pais para muitos jogos é enorme e muitas vezes sem reflexão.

É preciso mudar essa situação! É preciso haver uma troca de atenção uns com os outros, principalmente no núcleo familiar, principalmente com as crianças, a presença humana, o afeto, a importância com a criança, a participação com a sua vida é insubstituível, nenhum eletrônico, nem jogo interativo ultramoderno substitui a atenção verdadeira, o tempo dedicado as crianças, aos filhos.

É importante brincar, dedicar a sua presença a criança, ver filme com seu filho, estar envolvido em alguma atividade com seus filhos, porque inevitavelmente eles irão crescer e em algum momento  não vão querer a sua presença para as atividades, isto irá se reduzir quando se tornarem adultos, mas vão sentir que foram valorizados, queridos, que encontraram dentro de suas casas atenção verdadeira, interesse pela  sua vida, e que os adultos que o envolveram estavam presentes em sua vida, assim eles vão levar para vida adulta a certeza de sua importância e desta forma vão se tornar adultos mais seguros, com a autoestima melhor, entendendo seu real valor. É fundamental que os pais compreendam que sua participação na vida dos filhos influencia em que tipo de pessoas eles serão no futuro.

Duas dicas para amenizar as consequências negativas causadas pela ausência dos pais na vida da criança:

  • (1) Melhore a qualidade do tempo que passa com seus filhos. Se tiver duas horas por dia para ficar com eles, dedique-se apenas a isso.
  • (2) Tente se fazer presente emocionalmente quando a presença física é impossível: Telefonar, deixar um bilhete carinhoso, fazer surpresas também pode ser uma boa saída.

Entenda, passar muito tempo no videogame não é brincadeira!

A OMS, Organização Mundial da Saúde, publicou um nova Classificação Internacional de Doenças (CID), incluindo o vício em videogames como uma perturbação mental. O diagnóstico considera, por exemplo, a falta de controle e a prioridade dos jogos na vida pessoal.

Para se chegar ao diagnóstico do vício em videogame, a OMS diz que é necessário haver um comportamento externo com consequências sobre as atividades pessoais, familiares, sociais, educativas, ocupacional ou outras áreas importantes, tornando-se evidente por pelo menos 12 meses.

Não deixe isso acontecer com os seus filhos, eles são crianças e precisam muito de você! Ainda dá tempo, vire esse jogo!

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Patricia Tavares

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